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Tranco no barranco

Precisou o mundo gritar para Bolsonaro enxergar a linha do limite

Presidente Jair Bolsonaro levou um tranco forte quando caminhava para a beira do barranco que poderia levar o Brasil ao fundo do poço onde residem párias internacionais, inimigos da civilidade na qual ocupa lugar de destaque o esforço global pela preservação do meio ambiente, vale dizer, da vida no nosso já tão castigado planeta.

Forçado pelas circunstâncias, recuou (temporariamente?) da negação beligerante com que trata uma questão em que se envolvem também enormes interesses políticos e comerciais.

Há muito oportunismo e desinformação no horizonte, mas o fato é que o presidente contratou o cenário de crise internacional com seu total despreparo para lidar com qualquer debate que requeira pensamento e argumentos mais elaborados. De onde prefere tratar o contraditório a bofetadas.

Precisou o mundo gritar para Bolsonaro enxergar a linha entre o que é permitido e/ou conveniente no exercício da Presidência. Mudou e baixou o tom. Foi obrigado a recorrer ao Exército depois de ter feito movimentos de desprestígio aos militares que pôs no governo. Para conferir peso à fala deixou de lado a internet e fez pronunciamento no veículo tradicional que tanto critica.

É de se conferir agora se, agastado pelo tranco, não vai recrudescer a retórica no trato de temas de interesse nacional sem tanto apelo mundial, a fim de manter a pose de valentão em seu orgulho de ser reacionário.

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  1. João Maurílio Peraça Toralles

    No Brasil, a média histórica de focos de incêndio cresceu 0,7%, em 2019, (até o dia 22/08/2019), ou seja, era no dia 22/08/2018 de 65.977 focos (média histórica nesse dia) e no dia 22/08/2019 era de 66.465 focos (média histórica nesse dia). Na Bolívia, a média histórica cresceu, em 2019, 3,26%, ou seja, em 22/08/2018 era de 10.147 focos e, no dia 22/08/2019, era de 10.478 focos. Em suma, os focos de queimada na Bolívia estão 340% pior do que no Brasil (no dia 22/08/2019), mas não estão muito longe de suas médias históricas.

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  2. Paulo Bandarra

    Graças ao São Macron, já que Deus Bolsonaro não entende.

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