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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Suave é a urna

Bolsonaro segue Trump e reconhece vantagem em suavizar-se

Por Dora Kramer - 22 jul 2020, 11h47

Contrariando os fãs mais exaltados, e talvez até os irmãos Carlos e Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro vem a público anunciar que o pai presidente adotará o tom mais cordato de forma permanente. Segundo o senador, mesmo depois de passado o relativo isolamento em decorrência da Covid-19, Jair Bolsonaro deixará de lado as provocações constantes àqueles que vê como inimigos, aqui incluídos Congresso e Supremo Tribunal Federal.

Se for para valer, a decisão é pragmática. A exemplo de seu ídolo Donald Trump, Bolsonaro parece ter percebido as vantagens político-eleitorais das maneiras mais brandas e o esgotamento da dinâmica do conflito como fórmula de fidelização do eleitorado. O senador cita como exemplo de benefício do novo estilo uma pesquisa do instituto XP que registra leve subida no apoio a Bolsonaro desde a mudança de tom.

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Como o novo figurino não se coaduna com a personalidade do presidente, é de se ver como ele vai se sair no desempenho de personagem que pode ser útil politicamente, mas que contraria a natureza do ator. O risco é desagradar os fiéis e não agradar o suficiente o contingente de arrependidos e decepcionados ao ponto de fazê-los retornar à causa bolsonarista.

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