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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Pela tangente

Bolsonaro sentiu o golpe, mas continuou sem defender o isolamento social de forma explicita

Por Dora Kramer - 31 mar 2020, 21h05

Em seu pronunciamento de agora há pouco (31/03) o presidente Jair Bolsonaro procurou amenizar o discurso frente a crise sanitária, mas o fez com nítida má vontade ao evitar defender de modo explícito o isolamento social como medida de precaução contra a disseminação do novo vírus.

Diante da enorme repercussão negativa às suas declarações, Bolsonaro deu uma modulada na fala, sentiu o golpe, parece ter dado ouvidos aos conselheiros mais sensatos, mas não deixou de imprimir a sua marca: além de não aderir ao isolamento como medida principal, seguiu usando de maneira inadequada a fala de Tedros Adhanom para dar a impressão de que ele e o diretor-geral da OMS têm posições semelhantes.

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