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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Entre amigos

Cumplicidade pode estar por trás da tolerância de Bolsonaro com ministro indiciado

Por Dora Kramer - 7 out 2019, 10h18

Desde as primeiras denúncias sobre o envolvimento do ministro do Turismo com o uso de “laranjas” para o desvio de recursos de campanha, a tolerância do presidente da República em relação a Marcelo Álvaro Antônio soou incoerente diante a preconizada intolerância de Jair Bolsonaro para com atos de improbidade em seu governo.

As novas informações, decorrentes de um depoimento e da apreensão de uma planilha no curso das investigações segundo as quais poderia ter havido desvios de dinheiro também para o caixa dois da campanha presidencial de Bolsonaro, lançam um facho de luz à proteção (in)devida a um ministro indiciado.

A depender do que apurar uma segunda investigação sugerida pela Polícia Federal, agora tendo como foco principal o presidente, poderá ficar claro que mais que proteger o ministro presidente protege a si mesmo, numa ação entre amigos. Se confirmado o uso de caixa dois cai por terra a bandeira hasteada por Bolsonaro de que fez a campanha presidencial mais barata da história.

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