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Dora Kramer Por Coluna Coisas da política. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Efeito bumerangue

Bloqueio dos caminhoneiros mostra como o feitiço vira contra o feiticeiro

Por Dora Kramer Atualizado em 9 set 2021, 13h20 - Publicado em 9 set 2021, 09h44

Caminhoneiros bloqueando estradas e arruaceiros de prontidão em Brasília simbolizam a série de revezes que o presidente da República conseguiu atrair contra si nos momentos seguintes às manifestações de 7 de setembro.

Não satisfeito com as fotos de multidões nas ruas, que em tese o favoreceriam, Jair Bolsonaro fez aqueles dois discursos de pura provocação e incitação à ilegalidade e o mundo caiu na cabeça dele. Além dos pronunciamentos da institucionalidade e de vários setores da sociedade em protesto contra as palavras do presidente, há fatos adversos para o Palácio do Planalto.

São eles: o impeachment voltou à pauta, as negociações para arrumar um dinheiro no orçamento para o novo Bolsa-Família ficaram travadas, a indicação de André Mendonça para o Supremo Tribunal Federal perdeu apoio, o dólar subiu, a Bolsa caiu e o presidente do Senado decidiu devolver ao governo a Medida Provisória de liberar a disseminação de notícias falsas.

Tudo isso e mais um pouco dá uma forcinha aos protestos contra Bolsonaro marcados para o próximo domingo, 12 de setembro. Uma prova, se é que ainda o país precisasse de mais uma, de que o presidente da República não mede consequências.

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