Não foi um recuo da CPI da Covid a decisão de cancelar o terceiro depoimento do ministro da Saúde, inicialmente marcado para a próxima terça-feira, véspera da apresentação do relatório final. Foi um lance estratégico.
O comando da comissão simplesmente resolveu não dar palanque a Marcelo Queiroga, cuja intenção é se candidatar a algum cargo eletivo em 2022, nem permitir que ficasse com ele o papel de protagonista do fecho dos trabalhos iniciados em abril com o depoimento do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta.
No lugar de Queiroga irá o médico Carlos Carvalho, responsável pela equipe que elabora protocolos para o uso de medicamentos para o enfrentamento da pandemia e francamente contrário ao uso do chamado Kit-Covid.
Em seguida, falarão parentes de vítimas da doença e assim a CPI terá seu “grand-finale” sem que a última palavra fique com um ministro cuja perda de prestígio no cargo foi diretamente proporcional à sua adesão a posições semelhantes às do presidente Jair Bolsonaro.






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