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Cidades sem Fronteiras Por Mariana Barros A cada mês, cinco milhões de pessoas trocam o campo pelo asfalto. Ao final do século seremos a única espécie totalmente urbana do planeta. Conheça aqui os desafios dessa histórica transformação.

Para driblar falta de espaço , Estocolmo cresce para cima

Capital da Suécia deve ganhar bairro suspenso com prédios ligados por passarelas

Por Mariana Barros - 7 abr 2017, 07h02

Ao contrário de muitas metrópoles, Estocolmo não pode crescer para os lados. A capital da Suécia está localizada em um arquipélogo e tem as águas como barreira natural. Mas isso não significa que sua população vá parar de crescer. Cerca de 100 mil moradores devem ser incorporados aos atuais 900 mil até 2020, num aumento de 10% em três anos.

Para equacionar esse desafio, o arquiteto sueco Anders Berensson projetou um novo bairro bem no centro da cidade, ocupando terrenos vazios ao lado de uma via férrea. Em cada terreno será construído um edifício que terá a parte superior destinada a residências, com lojas e escritórios na parte de baixo. Mas o mais interessante do projeto é que todos esses prédios serão conectados por passarelas, criando um parque suspenso. Como os edifícios terão alturas diferentes, a luz do sol alcançará tanto as residências quanto as passarelas que formam o parque e os espaços no nível do solo.

 

Os caminhos suspensos também servirão como via alternativa para deslocamentos, a exemplo do que o High Line criou em Nova York.  “Em Estocolmo, há muitas pessoas começando a andar de bicicleta, uma geração inteira que não tem carteira de motorista”, afirmou o arquiteto Berensson ao site da FastCompany. O projeto irá melhorar o trânsito mantendo as pessoas no centro e criando novos caminhos para serem percorridos a pé ou de bicicleta. E a cidade que não tinha espaço ganhará até uma área de lazer.

Imagens da proposta do arquiteto Anders Berensson para Estocolmo Divulgação/Divulgação
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