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Água em Marte impulsiona criação de projetos arquitetônicos interplanetários

Estúdios apresentam à Nasa protótipos impressos em 3D para abrigar astronautas

Projeto do arquiteto Norman Foster para acomodar astronautas em Marte

Projeto do arquiteto Norman Foster para acomodar astronautas em Marte

O anúncio feito pela Nasa hoje sobre a existência de água em Marte deve acelerar a criação de protótipos arquitetônicos que sirvam de base a astronautas enviados ao planeta. Modelos interplanetários viraram a última fronteira da arquitetura, com a participação de figurões na apresentação de ideias e projetos.

O britânico Norman Foster deu sua contribuição no início deste mês, quando apresentou à agência espacial americana o projeto de abrigo com capacidade para quatro astronautas. A instalação pode ser construída por impressão 3D usando regolito, a mistura de rochas e outros elementos que compõem o solo de Marte. Para ser erguido, o projeto depende do envio de três tipos de robôs: um para escavar, outro para processar o regolito e transformá-lo em camadas a serem usadas nas paredes e o terceiro para fundir as camadas e dar forma ao abrigo.

A Sfero, da Fabulous: trabalho em um andar e acomodações embaixo

A Sfero, da Fabulous: trabalho em um andar e acomodações embaixo

A francesa Fabulous apresentou projeto semelhante, com formato de bolha para suportar a densidade da atmosfera de Marte e nome Sfero. Em vez de regolito, o aço é a matéria-prima utilizada — o óxido de ferro é abundante no planeta. As partículas seriam fundidas a laser por robôs e impressas em 3D para dar forma à estrutura. Cada bolha é composta por dois andares, com áreas de trabalho na parte de cima e acomodações embaixo. Uma equipe de arquitetos, designers, cientistas, processadores de imagens e especialistas em impressão 3D assina a proposta.

O uso da impressão 3D é crescente nos projetos arquitetônicos e mais ainda quando é preciso construir à distância. A tecnologia dispensa o transporte de grandes quantidades de matéria-prima e equipamentos, tornando o processo mais rápido e menos trabalhoso. E isso vale mesmo nas construções projetadas a mais de 225 milhões de quilômetros de onde estamos.


Por Mariana Barros

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