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A direita que é de esquerda (e vice-versa)

A deputada francesa Marine Le Pen, que é de direita, disse a VEJA que é contra a tirania do comércio global e “preza o Estado-nação, o nacionalismo econômico, a independência diplomática em relação aos Estados Unidos”. No Brasil, quem recentemente defendeu essa opinião foi…

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Marine Le Pen.

 

@lnarloch

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  1. Comentado por:

    slmm

    Leandro Narloch, acho que há um equivoco aqui. Por favor, pesquise sobre o Gráfico de Nolan, e verás que a análise Esquerda X Direita, não é unidimensional, e sim bidimensional

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  2. Comentado por:

    reali oliveira

    muito interessante, leandro! eu cada vez mais enxergo que a divisão correta é entre aqueles que querem um estado de tamanho reduzido a nosso serviço e os que querem um estado elefante se servindo de nós…

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  3. Comentado por:

    marcos

    lindo texto. parabens

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  4. Comentado por:

    Renato Souza

    Há uma confusão gerada PROPOSITALMENTE. Por ninguém menos que o próprio Stalin.
    .
    Vejamos: Mussolini não era um mero jornalista de esquerda. Era profundamente envolvido com o socialismo. Não sofreu nenhuma mudança radical. Apenas adaptou o socialismo à realidade. O povo tem uma certa tendência ao nacionalismo, então porque vender o internacionalismo? (mesmo porque, na própria URSS o nacionalismo era extremo). Ele e Hitler compreenderam que o futuro do socialismo estava no nacionalismo (a história provou que eles estavam certos, os socialista obtém mais sucesso quando se vestem de nacionalistas do que quando se vestem de internacionalistas).
    Na década de 30, o fascismo era claramente admitido como de esquerda. Esquerdistas de outros países, que defendiam Stalin, muitas vezes defendiam Mussolini também.
    E, espertamente (décadas antes do pt) Mussoline e Hitler souberam usar o medo dos empresários para faze-los trabalhar para o partido. Diziam para os empresários: “o que vocês prefere? Seremos nós ou os comunistas. Nós transformaremos vocês em súditos do partido, mas os comunistas irão matar vocês”. Empresários foram rebaixados a gerentes de suas próprias empresas. De jure, as empresas eram deles, mas na verdade, eram súditos do partido, e tinham de obedecer suas ordens. Qualquer semelhança com o Brasil de hoje não é mera coincidência.
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    Stalin percebia a imensa semelhança entre os sistams soviético e nazista. Hitler, para ele, era um aliado natural. Mas é claro, para a publicidade, valia a pena dizer que Hitler era de “extrema-direita”, o que era uma figura para dizer que o sistema nazista seria o extremo oposto do soviético. A mentira foi espalhada pela imensa rede de “intelectuais” a serviço dos soviéticos, no ocidente todo. Quem estudou sabe que o planejamento central nazista era tão ou até mais abrangente que o soviético. E durou até algum tempo depois da guerra, e foi abolido por iniciativa dos próprios alemães, contra a opinião das autoridades militares americanas.
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    O nazismo e o fascismo como extrema-direita, foi apenas um truque semántico de Stalin para dizer que era algo totalmente oposto ao sistema soviético. Um truque semântico que funcionou. Qualquer classificação minimamente útil colocaria nazismo, fascismo e socialismo como sistemas com mais semelhanças que diferenças, e portanto relativamente próximos.

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  5. Comentado por:

    Renato Souza

    Geisel tinha plena consciência de que o sistema econômico adotado no Brasil era intermediário entre o americano e o soviético. Um de seus colegas militares conta que uma vez, no gabinete de Geisel, este, querendo explicar as diretivas de seu governo, desenhou numa folha de papel três círculos, num escreveu direita, no outro esquerda, e no outro, centro (querendo dizer o Brasil). Depois fez um círculo maior abrangendo a “esquerda” e “centro” e disse que seria melhor para o “centro” se aproximar mais da esquerda. Penso que isso justificava a aproximação dos “países não alinhados” em relação aos soviéticos. Foi justamente com Geisel que as divergências com os americanos mais aumentaram, e foi fomentado o comércio com países mais próximos do bloco soviético.
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    Intervencionismo é meio socialismo (ou meio capitalismo, se preferir). Intervencionismo é de centro (tendendo quase totalmente à esquerda, no caso nazista, e tendendo um bastante à esquerda no caso do fascismo).
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    Dentro dessa classificação, mais racional, sou fortemente de direita, isto é, acredito no miniarquismo. E dentro dessa classificação, os ancaps seriam a verdadeira extrema direita. Nazistas e fascistas são direitistas fake. Ou simplesmente ignorantes.
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    PS: essa classificação baseia-se no funcionamento real da economia em cada sistema, e não nas balelas para enganar os trouxas. É claro que no nazismo, as empresas são oficialmente dos empresários. Mas se estes só podem retirar os módicos “lucros” aprovados pelo governo (qual a diferença entre isso e um salário?), qual a diferença real entre os empresários no nazismo e os gerentes de empresas no socialismo? Alguém dirá que no nazismo, os empresários também operavam escondidos no mercado negro. Mas no socialismo a mesma coisa valia para os diretores de empresas !!! Vejam a riqueza com que os diretores de empresas emergiram da queda do sistema soviético. Tanto num sistema como no outro, nas lojas legalizadas faltava quase tudo, mas qualquer coisa podia ser encontrada no mercado negro, a um preço exorbitante. Mudavam os nomes, mas os fenômenos econômicos eram os mesmos.

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  6. Comentado por:

    João Philippe

    Bolsonaro é o cara que disse que FHC deveria ser fuzilado por causa das privatizações (e olha que a extrema esquerda se conformava com sua saída da presidência…) e que disse que se fosse presidente fecharia o congresso. Como alguém é capaz de eleger para o congresso alguém que não acredita na validade e legitimidade do próprio é algo que escapa à minha compreensão.

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  7. Comentado por:

    brunoalex4

    É o samba da orientação política doida…

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  8. Comentado por:

    Fabio

    Narloch finge não saber que a direita pode ser nacionalista/conservadora ou Liberal.

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