Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês
Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Reynaldo-BH: O PT tem a obrigação de assumir que é um partido comunista

REYNALDO ROCHA Passou da hora de se chamar as coisas pelo nome. De dar nomes aos bois. Nos últimos dez anos, o PT se disfarçou de partido democrático. Como gato, deixa o rabo de fora. Não é. Nunca foi.

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 04h50 - Publicado em 9 dez 2013, 19h47

REYNALDO ROCHA

Passou da hora de se chamar as coisas pelo nome. De dar nomes aos bois.

Nos últimos dez anos, o PT se disfarçou de partido democrático. Como gato, deixa o rabo de fora. Não é. Nunca foi.

O documento que orientará o debate sobre suas posições pragmáticas é a prova inconteste de que é, sim, um partido stalinista.

Hoje, ser stalinista é ─ no mundo civilizado ─ uma pesada acusação. Por aqui, um orgulho para os lulopetistas.

No documento citado (para ler, é preciso tempo e estômago), o objetivo declarado é alcançar o socialismo do século XXI. O mesmo de Chávez, Evo Morales e outros populistas de boutique. Não se sabe o que venha a ser isso. Há UM (somente UM) documento ─ de um pesquisador americano (SIM!, dos USA!) ligado à Fundação Rosa de Luxemburgo ─ apoiando esta aberração.

E mesmo nesse texto ─ insisto, o ÚNICO  ─ o socialismo do século XXI é criticado. Pelos fatos posteriores ao paper.

Agora o PT assume a junção entre partido e governo: É fundamental mostrar como essas mudanças fazem parte de um projeto mais amplo de transformação da sociedade brasileira. Temos de evitar a autocomplacência, a perda de perspectiva crítica e analisar os obstáculos que se colocam à ação governamental e partidária.

Ataca o Judiciário: O sistema judicial, lento, elitista e pouco transparente tem sido igualmente permeado por interesses privados.

E expõe, cristalinamente, o que deseja para o Brasil: o controle absoluto dos meios de produção.

Ou seja, a ideologia comunista ─ a mesma que rege Cuba e Coreia do Norte: A agenda é vasta e complexa e envolve a discussão de formas de propriedade e de organização da economia, inclusive a democratização do espaço fabril e de todos os locais de trabalho. Envolvem, também, a democratização e socialização da política, mudanças radicais na esfera da cultura e no cotidiano, sob a égide da mais ampla liberdade e do respeito dos Direitos Humanos.

Continua após a publicidade

Precisa ser mais claro? Além do controle social da mídia, dos investimentos na impressa dita progressista, no aparelhamento do estado, na luta de nós e eles, temos agora a “democratização do espaço fabril e de TODOS os locais de trabalho”.

Sim, todos! Redações, escritórios, empresas privadas, universidades, associações e qualquer outro vetor da economia.

Que nome se pode dar a este delírio? Democracia? Sindicalismo à moda de Fidel? Ou controle da produção ao formato do socialismo bolivariano de Chávez?

Quem ousar criticar o DOCUMENTO OFICIAL nascido do PT será designado como direitista raivoso com receio de comunistas?

Antes, não seria HONESTO (minimamente) que os lulopetistas assumissem a posição ideológica explicitada no documento oficial? Assim poderia ─ sem ser rotulado ─ combater tais ideias bolorentas e do século XIX.

Não tenho (nunca tive) qualquer receio de comunistas. São risíveis e patéticos. Escondem a sujeira debaixo do tapete da história que eles mesmos tentam reescrever.

Mas há outra história: a verdadeira. Fatos, dados e números. Filosofia e sociologia. E até antropologia para explicar estranhas espécimes que se fossilizaram e tentam retornar à vida.

Que tenham coragem de se assumir publicamente, não em documentos oficiais para uso interno.

Eu sou contra o comunismo, assim como sou contra o fascismo.

Basta a mim que os comunistas se assumam como tal.

E saiam da barra da saia do PT bolivariano para a luz do dia.

Que sejam, por um único momento, decentes para assumirem suas próprias escolhas.

Eu assumo as minhas. E entre elas está a rejeição ─ reforçada por este panfleto bolorento ─ ao PT.

Continua após a publicidade

Publicidade