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O governo aperfeiçoa o Código Especial para Bandidos de Estimação com a prescrição do crime por perda de emprego

Protegida pelo Código Especial para Bandidos de Estimação, criado por Lula e ampliado por Dilma Rousseff, jamais esteve tão longe da cadeia a turma que nunca roubou tanto. Lula inventou a absolvição por falta de provas relacionadas em ordem cronológica, num papel manuscrito, com a assinatura do criminoso e firma registrada em cartório. Sem esse […]

Protegida pelo Código Especial para Bandidos de Estimação, criado por Lula e ampliado por Dilma Rousseff, jamais esteve tão longe da cadeia a turma que nunca roubou tanto. Lula inventou a absolvição por falta de provas relacionadas em ordem cronológica, num papel manuscrito, com a assinatura do criminoso e firma registrada em cartório. Sem esse documento, ficará em liberdade até o figurão federal que esganar a mãe na tribuna presidencial durante um desfile de 7 de Setembro. Dilma, sem paciência para esperar a prescrição por decurso de prazo, inventou a prescrição por perda de emprego. Para a presidente, afastar do cargo um companheiro pecador é pior que prisão perpétua, cadeira elétrica, exílio ou degredo. Quem é despejado do gabinete no Planalto não precisa prestar contas à Justiça. A perda do emprego extingue a culpa.

As duas brasileirices cafajestes socorreram, em ocasiões distintas, o reincidente Antonio Palocci. Na primeira, o ex-ministro da Fazenda escapou das punições reservadas a estupradores de sigilo porque só faltava, na montanha de evidências contundentes, o atestado de culpa com selo e carimbo. Na segunda, o ex-chefe da Casa Civil livrou-se das sanções aplicadas a traficantes de influência por ter devolvido a sala onde ficou entrincheirado mais de 20 dias.

A absolvição por falta de provas demorou três anos. A prescrição pela perda de emprego produziu efeitos já na cerimônia do adeus. Sem ter revelado a lista de clientes aos quais prestou serviços, sem ter confessado que tipo de serviço andou prestando, Palocci partiu ouvindo de Dilma um palavrório bem mais elogioso do que o recitado quando chegou, além de duas lágrimas furtivas. Despediu-se do Planalto com uma autorização para gastar na planície, sem maiores explicações, a bolada que juntou inexplicavelmente.

Todos contemplados pela malandragem que favoreceu Palocci, os quadrilheiros apeados do Ministério dos Transportes esperam sair da mira do Ministério Público e da Justiça assim que saírem do noticiário da imprensa. Punidos com o confisco do cargo, todos logo estarão exibindo por aí a expressão sofrida de quem cumpriu uma pena duríssima. Nem precisam procurar trabalho. O produto do roubo já garante a velhice sem sobressaltos financeiros.

Pois nem isso parece suficiente para que Luiz Antonio Pagot e seus padrinhos sosseguem. O senador Blairo Maggi, o vice Michel Temer e o inevitável Gilberto Carvalho, porta-voz de Lula no atual governo, ainda não engoliram a devolução a Mato Grosso do gerente de bando com tantos serviços prestados à nação em geral e às empreiteiras amigas em particular. A trinca segue convencida de que é preciso manter na direção geral do DNIT um formidável prontuário.

Se a reivindicação for atendida, Dilma terá inventado outro espanto: a prescrição do crime por ameaça de perda de emprego. E o Código Especial para Bandidos de Estimação estará perto da perfeição. Nos países civilizados, uma autoridade afastada por práticas ilícitas é transferida sem escalas do gabinete para um tribunal. No paraíso dos corruptos impunes, a demissão a pedido é um salvo-conduto para gastar em paz os bilhões que tungaram dos brasileiros.

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  1. Comentado por:

    nunes

    corrupção no Brasil e no mundo sempre existiu, e temos que rupdiar e combater, todavia eu gostaria de saber se o Augusto, foi tão implacável contra a corrupção na era FHC ou até antes? Assim uma coisa é certa hoje nada fica debaixo do tapete, isso é um grande avanço na nossa democracia.
    Devo ter sido a favor da corrupção. Depois de ficar bilionário é que me regenerei.

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  2. Comentado por:

    Roberto Sterling

    Sofia, sinto o mesmo e mais, impotência diante de tantos escalabros…
    O que lamento é que acho que isto não terá fim, já que o Partido dos Trambiqueiros está tratando de emburrecer e vulgarizar o Brasil.
    Realmente, cada povo tem o governante que merece !

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  3. Comentado por:

    carlos nascimento

    Na França quando o “lixo apodrecido” da realeza explodiu, surgiu o movimento da Bastilha, várias cabeças rolaram, a Justiça aplicada foi impiedosa, “guilhotinaram” os cérebros, para que não ficassem juntos aos corpos, evitando a propagação do vírus.
    Não peço tanto, estamos em outra era, só gostaria de ressaltar aos que se julgam espertos, que nada ficará impune, chegará a hora de acertar as contas, quando chegar, lembrem-se, nem a Rainha da França escapou, Maquiavel pirou, ouçam o sábio conselho do Mestre Chinês, que insisto em divulgar, “o tempo é o Senhor das soluções”, façam as suas escolhas,o camburão estacionado na porta com o ar condicionado ligado, ou as algemas dos policiais com a sirene ligada, correndo atrás dos ladrões, pega..pega…pega…. não vai demorar muito, podem ESPERAR.

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