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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Collor conta o que acha de José Sarney: fraco, omisso e irresponsável, fora o resto

Em meio à campanha eleitoral de 1989, quando Fernando Collor passou a liderar as pesquisas de intenção de voto, o presidente José Sarney tentou articular o lançamento da candidatura do apresentador de TV Silvio Santos à sucessão presidencial. Inquieto com a popularidade do possível concorrente, Collor disse o que achava de Sarney. Confira no vídeo […]

Por Augusto Nunes Atualizado em 31 jul 2020, 11h48 - Publicado em 31 Maio 2011, 19h06

Em meio à campanha eleitoral de 1989, quando Fernando Collor passou a liderar as pesquisas de intenção de voto, o presidente José Sarney tentou articular o lançamento da candidatura do apresentador de TV Silvio Santos à sucessão presidencial. Inquieto com a popularidade do possível concorrente, Collor disse o que achava de Sarney. Confira no vídeo o show de violência verbal e, abaixo, a transcrição dos piores momentos :

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=q6Aj-WJzLwg?wmode=transparent&fs=1&hl=en&modestbranding=1&iv_load_policy=3&showsearch=0&rel=1&theme=dark&w=425&h=344%5D

“Gostaria de tratar o senhor José Sarney com elegância e respeito. Gostaria, mas não posso. Não posso porque estou falando com um irresponsável, um omisso, um desastrado, um fraco. Quero que a nação saiba que estou falando com um cidadão de más intenções, que não dignifica o cargo que ocupa”.

“O Brasil (…) não merecia ter o seu instante final manchado pela ambição e pela falta de grandeza de um dos piores presidentes que o nosso país teve a infelicidade de ter. Estou falando do senhor, senhor José Sarney. E de suas manobras”.

“O senhor sempre foi um político de segunda classe. O senhor nunca teve uma atitude de coragem. O senhor pegou uma carona na história, beneficiando-se de uma tragédia que emocionou o país”.

“O senhor passou todo o tempo do seu governo apadrinhando os seus amigos, os seus familiares, muitos dos quais hoje, sendo processados por atos de corrupção. E ao mesmo tempo, perseguiu implacavelmente todos os que discordaram dos seus métodos, dos seus atos”.

“E agora (…) o senhor golpeia o processo democrático e põe em risco nossas instituições. Me responda, senhor José Sarney: por que é que o senhor tem receio da mudança do Brasil? O senhor está com medo de que? O senhor está com medo de perder seus privilégios e mordomias talvez. Ou está com medo de ter o seu governo investigado, devassado”.

“O senhor em cinco anos não deu ao povo casa. Não deu ao povo educação. Não deu ao povo saúde. Não deu ao povo transporte. O senhor não deu nada. Não deu nem dignidade, nem pão. E agora quer enganar o povo, senhor José Sarney, dando o circo?”

“Com o fim do seu governo, termina também uma triste fase da política brasileira”.

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