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Bolsonaro terá de optar entre os atacantes e os agredidos

Tornaram-se inúteis declarações que distribuem afagos a todos os envolvidos no tiroteio verbal

Nesta segunda-feira, em São Paulo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro considerou “normais” as críticas feitas a militares aliados do presidente da República por ele próprio, pelo irmão Carlos e, sobretudo, por Olavo de Carvalho. Segundo Eduardo, é natural que quem não esteja alinhado com Jair Bolsonaro fique sujeito a qualquer tipo de ataque. Eduardo mirava em Hamilton Mourão, vice-presidente da República, e em Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, ambos generais. Acabou acertando a testa do general Eduardo Villas Bôas, alvo de um tuíte inverossímil de Olavo de Carvalho.

Por ter afirmado na véspera que o guru da família presidencial presta um desserviço ao país, Villas Bôas foi reduzido pelo revide de Olavo a “um doente numa cadeira de rodas”, usado como escudo por Hamilton Mourão e Santos Cruz. Nem Mourão nem Santos Cruz — que em missão no Congo participou de combates reais, não de escaramuças de internet —- precisam de biombos. O disparo alcançou também o general Augusto Heleno, que encarregou Villas Bôas de coordenar projetos ligados à educação.

Vítima de uma doença degenerativa, Villas Bôas continua exibindo a mesma lucidez exibida enquanto comandou o Exército, de 2015 a janeiro deste ano. Ele é mais que um oficial da reserva alinhado ao presidente da República. Segundo o próprio Jair Bolsonaro, Villas Bôas teve uma participação fundamental na caminhada que o levou ao Palácio do Planalto. O capitão e o general dividem segredos de tão grosso calibre que Bolsonaro prefere leva-los para o túmulo.

Por tudo isso e muito mais, o presidente precisa encerrar imediatamente a guerra que opõe partidários de Olavo, entre os quais figuram seus filhos, a militares submetidos a bombardeios verbais que acabam de ultrapassar os limites do suportável. O conflito desta vez não será resolvido com declarações que distribuem afagos a todos os envolvidos no tiroteio. Bolsonaro terá de dizer claramente se subscreve o tuíte de Olavo ou condena o ataque pelas costas sofrido por Villas Bôas, que feriu também Augusto Heleno.

Bolsonaro precisa mostrar sem rodeios com qual dos blocos se alinha. Ou está com os atacantes ou está com os agredidos.

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  1. José Antonio Silva

    Um esclerosado que não faz outra coisa que não fumar e proferir palavrões o tempo todo serve para quê mesmo??

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  2. José Antonio Silva

    Por que esse esquizofrênico não tira a bunda da cadeira de seu muquifo nos USA em vem para o Brasil resolver todos os problemas?

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  3. José Antonio Silva

    Já passou da hora do Bolsonaro mandar esses Zeros enfiarem a viola no saco e pararem de falar mxxxa!!!! Eles não foram eleitos para governar o Brasil.

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  4. Geraldo Pereia

    Bolsonaro dá mais ouvidos a esse língua de trapo do Olavo de Carvalho, que a seus fieis colaboradores de farda. Seu governo tem todo o ingrediente para não chegar a 2022.

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  5. José Antonio Silva

    Não acho que a situação seja tão catastrófica a esse ponto de não chegar em 2022, mas que tem muito erro idiota acontecendo, isso é fato.

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  6. Paulo Bandarra

    Bolsonaro quer um Brasil falido como o Olavo de Carvalho. Seu guia acima de Deus.

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  7. José Antonio Silva

    Paulo Bandarra, bom mesmo seria o malddad né! Aí poderíamos estar defendendo o democrata Maduro!

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