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A folha corrida informa que Paulo Okamoto, o ‘Japonês’, é o carregador da mala

PUBLICADO EM 11 DE MARÇO DE 2011 Quando lhe perguntam como é que um ex-metalúrgico sempre tem dinheiro disponível para socorrer amigos necessitados, Paulo Okamoto, atualmente empenhado na montagem do Instituto Lula, recita a mesma resposta: “Sou um expert em economia formado pela universidade da vida”. Se a organização britânica Times Higher Education, que divulgou […]

PUBLICADO EM 11 DE MARÇO DE 2011

Quando lhe perguntam como é que um ex-metalúrgico sempre tem dinheiro disponível para socorrer amigos necessitados, Paulo Okamoto, atualmente empenhado na montagem do Instituto Lula, recita a mesma resposta: “Sou um expert em economia formado pela universidade da vida”. Se a organização britânica Times Higher Education, que divulgou nesta quinta-feira o ranking das melhores universidades do mundo, soubesse onde fica esse colosso do ensino superior, o Brasil não seria o único país do Bric sem representante entre as 100 primeiras. A instituição que diplomou Okamoto decerto estaria entre as 10 mais: os alunos muito espertos aprendem até a emprestar mais dinheiro do que ganham.

Paulista de Mauá, ex-tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e ex-presidente do PT paulista, Okamotto ocupou do primeiro ao último dia do governo Lula a chefia do Sebrae, entidade que representa mais de 15 milhões de microempresários, emprega quase 5 mil funcionários e administra um orçamento anual superior a R$ 1 bilhão. Amigos desde que se conheceram numa assembleia sindical, Okamoto (que Lula chama de “Japonês”) deve esse empregão a  “Baiano” (como “Japonês” o chamava antes da chegada ao Planalto). Lula deve muito mais.

Okamoto mostrou que sabia operar milagres fiscais em 2002, quando socorreu com R$ 25 mil a filha do amigo, Lurian Cordeiro Lula da Silva, às voltas com cobranças do dono do imóvel em São Bernardo que, dois anos antes, servira de sede para a campanha malograda da candidata a vereadora. Se é verdade o que declarou à Receita Federal, gastou com Lurian mais da metade dos R$45.600 que ganhou durante o ano inteiro. Presenteado com o Sebrae, ficou ainda mais generoso. E  começou a pagar até dívidas não reconhecidas pelo Primeiro Amigo.

Desde 2002, por exemplo, o PT cobrava a quitação de uma dívida de R$ 29.536 cuja existência Lula nunca admitiu. “Como é que posso ter alguma coisa a devolver se eu era o presidente de honra do partido?”, retrucava o devedor sempre que reaparecia a história do que o PT qualificava de empréstimo. Em agosto de 2005, a CPI que investigava pagamentos suspeitos relacionados com o escândalo do mensalão fez uma descoberta intrigante: o débito que Lula não reconhecia fora saldado em 2003.

Uma semana mais tarde, Paulo Okamoto apareceu sem ser chamado para declarar-se responsável pelo pagamento. A história que contou conseguiu tornar o mistério mais denso. Sem dizer nada a Lula, gaguejou, havia liquidado a pendência com dinheiro do próprio bolso. Não mostrou nenhum comprovante. Primeiro, jurou que esquecera o local do pagamento. Depois de algum tempo, lembrou-se de que fizera o acerto numa agência do Banco do Brasil em Brasília.

Convocado por outra CPI, enredou-se de vez. Ao insistir na versão original, colidiu com documentos e extratos do Banco do Brasil que provavam que o dinheiro foi remetido a uma conta do PT no ABC paulista por alguém chamado Luiz Inácio Lula da Silva. Okamoto não conseguiu decifrar o enigma.  Tampouco soube explicar por que os R$29.536 não apareceram na sua declaração de renda nem na do presidente.

A CPI solicitou a quebra do sigilo fiscal, bancário e telefônico do depoente. Encerrada a sessão, Okamoto achou sensato pedir socorro ao  Supremo Tribunal Federal. Merecia ter sido preso só por isso: no Brasil, quem foge da quebra de sigilo como o diabo foge da cruz é pecador juramentado. Mas o cofre ambulante foi resgatado pela mão amiga do ministro Nelson Jobim (PMDB-STF), que rejeitou no mesmo dia a solicitação dos parlamentares. Para sorte dos envolvidos, o episódio coincidiu com o climax do maior dos escândalos. Acabou engolido sem engasgos pelo país atordoado com a sequência de torpezas produzidas pela quadrilha do mensalão.

Passados quase seis anos, o homem que reinou no Sebrae preside uma entidade que nem existe oficialmente. Mas está mais feliz do que nunca: depois que virou agente de palestrante, o principal investimento enfim começou a dar lucro. Já na palestra de estreia, Okamoto conseguiu R$200 mil. Pelo andar da carruagem, vai recuperar em poucas semanas o que investiu em muitos anos. O expert em economia diplomado pela universidade da vida agora acompanha o amigo em viagens internacionais.

Do resto da bagagem outros cuidam. Paulo Okamoto é o carregador da mala.

Comentários
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  1. Comentado por:

    carlos

    Lula,pare com o cinismo,será que
    você que tem resposta para tudo pode explicar o
    motivo desta secretária está viajando pelo mundo
    a bordo do aereolula?

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  2. Comentado por:

    arydovaldo de almeida prado

    Os donos do poder sempre têm carregadores de mala
    e lambedores de botas, assim podemusufruirdas
    sobrascomo verdadeiras rêmoras.

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  3. Comentado por:

    Alves

    Vamos usar o termos usado pelo próprio Lula. Nunca antes na história do Brasil, tem tanto roubos e larápios do dinheiro da nação, quadrilha que está segmentada em todos orgãos, que estão sobre o comando do PT ou seja do Governo, como falou o internauta Verno Jurck, que tem seu comando máximo o Planalto. O Lula deveria ter, pelo um pouco de dignidade e vergonha e assumir como homem a responsabilidade que é ele o mentor é líder do esquema corrupto que assola nossa Patria. Simplemente, ele é um covarde que esconde-se atraz de seus companheiros.

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  4. Comentado por:

    Alves

    Interessando o comentários do leitor Nilson. Ele está dividido, perdeu-se na formação de valores, não sabe definir o correto. Pelo que vejo, deve ser uma pessoa correta, mas decpecionado com os acontecimentos. Até isso o PT faz com seus seguidores.

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  5. Comentado por:

    Branca

    Acho q poderia colocar mais uma co curriculum do Paulo Okamotto. É uma fazenda em Minas Gerais, localizado em Coronel Chavier Chaves. Fazenda está q está sendo construída através do irmão dele e sua mulher Teresa Boari Edmar Okamotto, que hoje trabalha na Prodenge em Bh

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