Clique e assine a partir de 9,90/mês
Alberto Carlos Almeida Por Alberto Carlos Almeida Opinião política baseada em fatos

Haddad sai entra Boulos

Está no horizonte um segundo turno entre Bruno Covas e Guilherme Boulos

Por Alberto Carlos Almeida - Atualizado em 17 jul 2020, 10h57 - Publicado em 17 jul 2020, 08h05

Guilherme Boulos já aparece em terceiro lugar na disputa para a prefeitura de São Paulo com 11% logo atrás de Márcio França, tudo isso segundo a pesquisa da empresa Idea Big Data. Quando se faz uma pesquisa eleitoral são apresentados nomes de candidatos aos entrevistados. O eleitorado de esquerda do Município de São Paulo, que já elegeu prefeitos do PT em diversas oportunidades, ouve estes nomes e, na ausência de Fernando Haddad, acaba declarando voto em Boulos. Jilmar Tatto do PT é um nome desconhecido, por isso este eleitorado acaba por não mencioná-lo na pesquisa.

ASSINE VEJA

Crise da desigualdade social: a busca pelo equilíbrio Leia nesta edição: Como a pandemia ampliou o abismo entre ricos e pobres no Brasil. E mais: entrevista exclusiva com Pazuello, ministro interino da Saúde
Clique e Assine

Uma hipótese razoável – não é previsão – é que este resultado possa vir a ser o início de um círculo virtuoso que favoreça Boulos: ele se torna mais visível, muitos eleitores passam a considerá-lo viável, ele cresce um pouco mais na próxima pesquisa e assim por diante. Ao fim e ao cabo Boulos poderá se tornar o candidato do eleitorado do PT. Se isso ocorrer ele caminharia para disputar o segundo turno.

Márcio França está em segundo na pesquisa. Ultrapassá-lo parece não ser difícil. França é do PSB, mas a sua imagem está mais para um quadro do PSDB do que para os políticos nordestinos de seu partido. Em algum momento da campanha o seu eleitor de hoje poderá vir a abandoná-lo em favor de Bruno Covas. Se isso acontecer o segundo turno em São Paulo poderá ser entre Covas e Boulos. Essa possibilidade passou a estar no horizonte em função dos dados da pesquisa Idea Big Data.

Charles de Gaulle declarara um vez que o político só perde uma eleição quando não a disputa. Caso realmente se verifique a hipótese de um segundo turno entre Bruno Covas e Guilherme Boulos, o candidato do PSOL se tornará uma estrela política da primeira magnitude.

Publicidade