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Transparência e sustentabilidade na pecuária amazônica

Programa Boi na Linha integra Ministério Público Federal, terceiro setor e indústrias para preservar a região

Por Abril Branded Content
28 Maio 2021, 16h19 • Atualizado em 23 jun 2021, 15h25
  • Como garantir que toda a cadeia de valor de carne bovina da Amazônia respeite compromissos sociais e ambientais, com transparência? Uma ação articulada entre a ONG Imaflora, Ministério Público Federal (MPF) e grandes empresas de alimentos forneceu uma resposta para ajudar a solucionar esse problema: a plataforma Boi na Linha.

    Ela permite acesso a sistemas, ferramentas, dados e laudos técnicos para que seja possível construir um ciclo de produção e venda de gado livre de desmatamento ilegal. Assim, todos os envolvidos nesse processo, incluindo indústrias, redes de supermercados e investidores, podem utilizar o sistema para encontrar as informações necessárias para cumprir suas obrigações. O serviço ainda permite que o consumidor identifique as empresas que participam da iniciativa.

    “O programa Boi na Linha foi um importante avanço para a sustentabilidade da atividade pecuária na Amazônia”, declara o procurador da República Rafael Rocha. “Ajuda o MPF a dar mais transparência sobre os acordos. Além disso, a parceria rendeu alguns produtos, como o protocolo unificado de monitoramento e o protocolo unificado de auditoria, que está sendo construído junto a representantes do setor produtivo”.

    A coordenadora de projetos na Iniciativa de Clima e Cadeias Agropecuárias do Imaflora, Isabel Garcia Drigo, explica que o programa nasceu da necessidade de harmonizar as regras oficiais e facilitar a aplicação das políticas públicas. “Esse trabalho levou também à assinatura do Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado da Amazônia, que completa um ano em julho de 2021. O desafio, agora, é incluir no sistema os fornecedores de gado de produtores de fazendas menores, espalhadas por toda a região”.

    Ações concretas

    A JBS, segunda maior indústria de alimentos do mundo e líder global no setor de proteína, também se destaca como participante ativa do desenvolvimento do Boi na Linha. Há mais de uma década, a empresa investe em ações socioambientais concretas em toda sua cadeia de valor e, recentemente, assumiu o compromisso de ser Net Zero até 2040 – ou seja, vai zerar o balanço de suas emissões de gases causadores do efeito estufa, reduzindo a intensidade de emissões diretas e indiretas e compensando toda a emissão residual. 

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    A companhia foi uma das primeiras do setor a investir em políticas e novas tecnologias para combater, desencorajar e eliminar o desmatamento ilegal na cadeia de fornecimento da JBS no Bioma Amazônia. Desde 2009, as fazendas que entregam animais para a JBS na região são monitoradas por imagens de satélite e dados georreferenciados das propriedades. “Nosso sistema de monitoramento abrange 54 milhões de hectares, uma área maior que o território da Alemanha”, diz Márcio Nappo, diretor de sustentabilidade da JBS.

    Homem de costas, sentado em frente a um computador
    (JBS/Divulgação)

    A empresa agora lidera a iniciativa da plataforma Pecuária Transparente, uma ferramenta que utiliza tecnologia blockchain para estender as práticas de controle socioambientais para os fornecedores de gado de seus fornecedores. 

    Para saber mais sobre a plataforma Boi na Linha e conhecer as empresas que já firmaram seus compromissos com o programa, acesse https://www.boinalinha.org/.

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