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Dia da Sobrecarga da Terra: este ano, prazo foi antecipado mais uma vez; entenda

Nesta quinta, 24, a humanidade já utilizou todos os recursos que o planeta é capaz de repor no período de 365 dias, entrando em um período de "dívida ecológica"

Por Alessandro Giannini Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 jul 2025, 12h27 • Atualizado em 24 jul 2025, 13h01
  • O Dia da Sobrecarga da Terra (em inglês, Earth Overshoot Day), é uma data simbólica importante no calendário ambiental, porque marca o momento em que a demanda da humanidade por recursos naturais excede a capacidade do planeta de regenerá-los no prazo de um ano. Em 2025, essa data chegou nesta quinta-feira, 24, sinalizando que a humanidade já utilizou todos os recursos que a Terra é capaz de repor no período de 365 dias, entrando em um período de “dívida ecológica”.

    Calculado anualmente pela organização internacional Global Footprint Network (GFN), o Dia da Sobrecarga é determinado pela divisão da biocapacidade global (a capacidade da Terra de produzir e absorver recursos e resíduos) pela pegada ecológica da humanidade (o consumo total de recursos naturais e a emissão de CO2). É como se gastássemos todo o nosso “orçamento” ambiental e começássemos a usar o “cheque especial” do planeta. Atualmente, para sustentar o padrão de consumo global, seriam necessários o equivalente a 1,8 planetas Terra.

    A cada ano, a antecipação desta data evidencia uma tendência preocupante de consumo desenfreado. Desde a década de 1970, a data tem se antecipado progressivamente. Em 2000, por exemplo, o Dia da Sobrecarga caiu em 1º ou 5 de outubro. Em 2010, foi em 31 de agosto, e em 2023, em 2 de agosto. Para 2024, a data foi 1º de agosto. Essa aceleração no calendário demonstra como nossos padrões de consumo têm se intensificado, e mesmo pequenos avanços, como o ocorrido em 2023 em relação a 2022, são insuficientes para reverter os efeitos da degradação ambiental e do aquecimento global.

    Os impactos dessa sobrecarga são cumulativos. O déficit ecológico anual se soma a uma dívida ambiental já existente, agravando a erosão dos recursos naturais, a perda de biodiversidade, o desmatamento, o esgotamento de estoques pesqueiros e o aumento das emissões de gases de efeito estufa. Essa pressão compromete a segurança dos recursos a longo prazo e a qualidade de vida no planeta. Projeções alarmantes indicam que, mantido o ritmo atual, a humanidade precisará dos recursos de duas Terras até 2030.

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