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Consumidor está mais preocupado com sustentabilidade, mostra estudo da IBM

Responsabilidade ambiental se tornou muito importante para ter uma opinião sobre marcas e na hora de gastar dinheiro com serviços e produtos

Por Jennifer Ann Thomas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 8 set 2021, 16h18 - Publicado em 8 set 2021, 16h18

A preocupação com a aplicação de conceitos de sustentabilidade nos negócios chegou a diversos setores – de acordo com um recente estudo realizado pelo IBV (Institute for Business Value), vinculado à empresa de tecnologia IBM, nove em cada dez empresas afirmaram que vão trabalhar em iniciativas de sustentabilidade até o final de 2021. No relatório “A última chamada para a sustentabilidade”, 1.900 executivos globais de empresas de varejo e bens de consumo foram entrevistados. Ao mesmo tempo em que a maioria quer mostrar ao mercado que está focada em se adequar a uma economia mais limpa, menos de um terço dos respondentes definiram formas de medir suas metas de sustentabilidade.

De acordo com o vice-presidente e líder da Indústria de Distribuição da IBM, Carlos Capps, o estudo buscou quantificar a importância da sustentabilidade pelo ponto de vista do consumidor. “O relatório mostra que existe a intenção por parte dos consumidores de pagar por práticas sustentáveis, o que ainda não havia sido mensurado. Como fabricante ou varejista, as decisões são tomadas pensando em tendências”, disse Capps. 

Segundo os dados do levantamento, 84% dos consumidores indicam que a sustentabilidade ambiental é moderadamente importante. Em comparação a dois anos atrás, 22% a mais dos consumidores afirmam que a responsabilidade ambiental é muito ou extremamente importante na hora de formar uma opinião sobre uma marca. Além disso, os consumidores estão dispostos a gastar mais em marcas que são ambientalmente responsáveis. 

Para mudar a forma como os negócios acontecem, em 2006 foi criado o Movimento Global de Empresas B nos Estados Unidos, com o objetivo de redefinir o que é ter sucesso na economia. O movimento defende que sejam considerados não apenas o êxito financeiro, mas também o bem-estar da sociedade e do planeta.

Para a diretora executiva do Sistema B no Brasil, Francine Lemos, a vantagem em assumir compromissos públicos é que a empresa começa a ser cobrada pelos atores que esperam os resultados que foram prometidos. “A sigla ESG trouxe o investidor para essa discussão e ele está muito mais sensível a questões sociais e ambientais, impulsionado também pela pandemia”, disse. 

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Por mais que o relatório tenha mostrado que os consumidores estão dispostos a pagar mais, países diferentes podem ter comportamentos distintos. “No Brasil, por mais que as pessoas não paguem a mais por estes serviços, elas podem deixar de comprar um determinado produto caso a empresa tenha tido algum problema ou questão socioambiental mais grave”, afirmou.

Segundo Capps, uma forma de mensurar e rastrear os resultados atrelados aos compromissos públicos é o uso de tecnologia. Aplicações de blockchain e inteligência artificial podem rastrear uma cadeia de produção inteira. “A tecnologia é a chave para garantir que a promessa seja real e que o consumidor não seja pego por uma informação enganosa na embalagem”, disse Capps. 

Além das ações das empresas e das vontades dos consumidores, é preciso que políticas públicas sejam desenvolvidas para direcionar o ambiente de negócios. “O mercado nunca vai responder na velocidade em que a sociedade e o planeta demandam”, disse Francine. “Precisamos advogar por políticas públicas que favoreçam negócios de impacto.”

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