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Condenação sem precedente ameaça Greenpeace

Organização ambiental discute a portas fechadas as consequências e os próximos passos para evitar o encerramento dos trabalhos nos EUA

Por Valéria França Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 25 mar 2025, 19h16 • Atualizado em 26 mar 2025, 06h49
  • Estado trumpista, conhecido por ideias retrógradas como o posicionamento negacionista das mudanças climáticas, Dakota do Norte, foi palco de uma decisão inédita do júri americano: a ONG ambiental Greenpeace foi condenada a pagar 660 milhões de dólares de indenização à petroleira Energy Transfer Partners, com sede em Dallas. A organização é processada por difamação, conspiração e invasão de propriedade. “É uma decisão inédita que abre precedentes sérios nos Estados Unidos”, disse à Veja o advogado ambientalista Paulo Busse, do Observatório do Clima, guarda-chuva que reúne uma centena de entidades, inclusive o Greenpeace.

    Desde o anúncio da sentença, há três dias, a direção do Greenpeace está reunida para decidir os caminhos que pode tomar. “Não há dinheiro em caixa para pagar um montante deste valor”, explica Busse. Há possibilidade de o réu recorrer, mas isso implica no pagamento de parte do valor, o que está sendo calculado. Se a ONG não fizer nenhum movimento para sair da armadilha, ela corre o risco de encerrar os trabalhos em solo americano, além de abrir precedente para que outras entidades sejam processadas por se oporem a crimes ambientais.

    O Greenpeace nasceu no Canadá, em 1971, quando um grupo de ativistas ambientalistas se reuniram para mostrar repúdio aos testes nucleares no Alasca.  Organizar manifestações de protesto a atividades nocivas ao equilíbrio ambiental e o bem-estar da população são ferramentas essenciais para expor excessos. “O Greenpeace foi condenado por se juntar a outras entidades ambientais para alertar sobre os prejuízos ao meio ambiente e aos índios da região que a construção do oleoduto Dakota Acess representa”, explica Busse. Com 1885 quilômetros de extensão, a obra projetada para transportar meio milhão de barris de petróleo, passa em solo sagrado das terras indígenas, que alertam para o perigo de contaminação das águas. “O Greenpeace foi escolhido como bode expiatório. ” A condenação representa uma nova era americana, que abre espaço para decisões contrárias à  constituição do país, conhecida por defender a liberdade de expressão.

    Leia:

    +https://veja.abril.com.br/agenda-verde/a-multa-bilionaria-que-pode-levar-o-greenpeace-a-falencia

    +https://veja.abril.com.br/economia/o-alerta-do-greenpeace-sobre-entrada-do-brasil-na-opep

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