Barulho de Javier Milei ajuda Flávio Bolsonaro a cumprir sua primeira meta de campanha
Filho de Jair Bolsonaro aposta todas as fichas na mobilização do eleitor mais fiel ao bolsonarismo, visto como motor para levá-lo ao segundo turno
A campanha de Flávio Bolsonaro está em festa. Desde a convenção, não se fala de Banco Master ou Daniel Vorcaro no noticiário relacionado ao filho de Jair Bolsonaro.
As polêmicas provocadas pela participação de Javier Milei no lançamento da candidatura bolsonarista e a batalha travada no STF em torno do vídeo de Bolsonaro, feito com inteligência artificial, ajudaram a dar um refresco ao Zero Um.
Sem apoio de partidos do centrão, lutando por eleitores de direita contra outros candidatos, como Ronaldo Caiado, do PSD, Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, Flávio Bolsonaro fez um lançamento de candidatura voltado a mobilizar o bolsonarismo mais apegado ao espectro do pai dele.
No primeiro turno, Flávio joga todas as suas fichas em confirmar a fidelidade do eleitor bolsonarista como motor para levá-lo ao segundo turno.
A campanha para obter esses votos passa justamente por estimular agendas barulhentas, como a proporcionada pela visita de Milei e os atos relacionados a Bolsonaro que irritam o STF e geram despachos de Alexandre de Moraes.
A campanha bolsonarista acredita que, agradando o eleitor mais radical e ideológico do bolsonarismo, cumprirá sua primeira missão de rivalizar com Lula.
Se passar ao segundo turno, Flávio Bolsonaro vai jogar com o antipetismo para atrair os eleitores que votaram nos outros candidatos de direita ou que temem a continuidade de Lula no Planalto.
O projeto eleitoral de Flávio Bolsonaro cumprirá, assim, o roteiro a que se propôs em dezembro de 2025. Fazer uma campanha sem propostas, sem promessas e ancorada apenas na fidelidade ao pai e no sonho de reabilitar Bolsonaro, tirando o ex-presidente da prisão.
Por essa lógica, não interessa quantos rolos o Zero Um tenha em seu passado de negócios obscuros com empresários investigados pela Polícia Federal. Para derrotar o PT e resgatar Bolsonaro, vale tudo.
“Um roteiro semelhante ao que foi a campanha de 2018. Sem facada, porque a perseguição a Jair Bolsonaro por Alexandre de Moraes já tem a força de uma facada”, diz um cacique do PL ao Radar.





