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‘Próximo Steve Jobs poderá sair do Brasil’, diz embaixador da Singularity University

Para Salim Ismail, engajamento de jovens e situação econômica do país produzem ambiente ideal para inovação

“Os jovens por aqui são engajados, e por isso, acho que o próximo Steve Jobs pode sair do Brasil”, afirmou nesta quinta-feira Salim Ismail, embaixador e professor da Singularity University, instituição de ensino sem fins lucrativos com sede no Ames Research Center, que faz parte do complexo da Agência Espacial Americana (Nasa) dos Estados Unidos. Durante visita à Campus Party, Ismail disse que ficou impressionado com o empenho dos campuseiros em criar e apresentar novos projetos.

“O Brasil tem chances de se destacar como uma fonte de soluções para os problemas modernos. Além de possuir pessoas com vontade de realizar projetos, o país em si é um grande laboratório”, disse o acadêmico. “Veja os problemas enfrentados por aqui: tratamento de água, busca por formas alternativas de gerar e preservar energia e a poluição. É um microcosmo pronto para ser desbravado pelos jovens. Eles nem precisam viajar para vivenciar essas questões.”

Ismail atua levando os ideais da Singularity University a diversos países no mundo. Ele acredita que a resolução de problemas depende de vários fatores, que combinados podem ajudar a humanidade a melhorar as condições de vida no planeta. “A inovação ocorre quando você mistura diversas áreas do conhecimento para conseguir resolver um problema específico. Além disso, é preciso pensar agora em questões como aquecimento global e desastres naturais para que a próxima geração possa lidar melhor com esses eventos”, afirmou.

No Brasil, a Singularity University tem parceria com a Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), que aceita projetos vindos de estudantes de todas as instituições do país. Aqueles que forem escolhidos poderão conhecer os laboratórios da instituição no complexo da Nasa.