Primeiro satélite brasileiro deve entrar em operação em junho

Com o investimento de 2,8 bilhões de reais, o dispositivo vai atuar na defesa nacional e ampliar a oferta de internet banda larga nas áreas remotas do país

Na quinta-feira (4), saindo da Guiana Francesa, o primeiro satélite geoestacionário do Brasil foi lançado ao espaço. A empresa responsável pelo lançamento foi a Arianespace, da França. A previsão é que a peça chegue ao seu destino final no sábado (13), após dar sete voltas ao redor da Terra para ficar estacionado, e entre em operação até junho deste ano.

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC) pesa aproximadamente seis toneladas e será posicionado a uma altura de 36 mil quilômetros de distância da superfície terrestre, cobrindo todo o território brasileiro e parte do Oceano Atlântico. O projeto, de 2,8 bilhões de reais, é resultado de uma parceria entre a Telebras e os ministérios da Defesa e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O SGDC deverá atuar principalmente nas questões de segurança interna e externa do governo, como na vigilância de fronteiras e controle do espaço aéreo brasileiro. Outro objetivo é garantir a segurança das comunicações militares, transferências de dados que envolvam questões sigilosas, e também blindar informações, protegendo-as de possíveis ataques de hacker ao governo. Hoje, o Brasil precisa alugar satélites de empresas privadas para realizar essas tarefas.

A vida útil total do satélite é de 18 anos e a expectativa é que o dispositivo ainda amplie a oferta de internet banda larga, principalmente nas áreas de difícil acesso do Brasil. Esse serviço de conexão, porém, deverá ter início apenas em setembro. Além disso, de acordo com a Telebras, o serviço de banda larga será terceirizado e operadoras de internet vão administrar e comercializar o acesso.

Comentários

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  1. Alberto de Paula Silva

    Este não é, nem de longe, o primeiro satélite brasileiro, que foi o SCD-1, lançado em 1993. Pode-se dizer que este é o primeiro satélite de defesa e comunicações comprado pelo Brasil. Dinheiro 100% nacional; projeto, tecnologia e fabricação 100% estrangeiros. O título da matéria não representa a verdade.

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  2. Amyr Feitosa

    pelo preço hiper-super-faturado não já deveria estar em operação? o fedor da marmota será sentido de Plutão?

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