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Genoma do melanoma confirma risco da exposição ao sol

Pesquisa identificou que taxa mais alta de mutações está relacionada a uma maior exposição a raios ultravioletas

O sequenciamento do genoma completo do melanoma confirma que a exposição aos raios ultravioleta aumenta o número de mutações que originam a doença e revela um novo gene vinculado a ela, informa um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista Nature. A pesquisa foi feita por especialistas da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.

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MELANOMA

O tipo mais agressivo de câncer de pele é o melanoma, que tem origem nas células produtoras de pigmento, os melanócitos. Se for detectado no início, a possibilidade de cura é grande. Em países desenvolvidos, 73% dos que recebem diagnóstico de melanoma estarão vivos em cinco anos. Já nos países em desenvolvimento, apenas 55% das pessoas que recebem o mesmo diagnóstico sobreviverão. Daí a importância de um check-up de pele anual, realizado por um dermatologista. Fonte: Lucia Mandel

‘Nosso estudo oferece a primeira visão em alta resolução do mapa genético de um conjunto de melanomas metastáticos e demonstra o papel da radiação ultravioleta para produzir mutações relacionadas a esses tumores’, explica em seu artigo Levi Garraway, pesquisador principal do estudo.

Sua equipe sequenciou o genoma completo de 25 melanomas metastáticos – aqueles que já se disseminaram a outra parte do corpo – e mediu o número de mutações genéticas em pacientes com diferentes níveis de exposição aos raios ultravioleta.

Opinião do especialista

Veridiana Pires de Camargo

Oncologista clínica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e do Hospital Sírio-Libanês. É especialista em melanoma e sarcoma

“Esse estudo é importante e pode influenciar o melanoma em dois sentidos: em relação ao tratamento e também à prevenção.

Sabemos que 90% dos casos de melanoma são provocados por fatores externos. Embora já soubéssemos da influência dos raios ultravioletas sobre o melanoma, havia certa controvérsia nisso. A pesquisa, portanto, é importante pois confirma essa relação e reforça as recomendações que determinam a redução da exposição aos raios UV a fim de prevenir um câncer de pele.

Além disso, o estudo identifica mutações específicas relacionadas ao melanoma. Conseguir dividir um câncer por mutações específicas é algo muito importante pois pode viabilizar um tratamento individualizado para cada paciente. É o que já vem sendo feito com o câncer de mama, por exemplo, no qual certas mutações determinam o tipo de terapia que será aplicada. É essa a tendência do tratamento do câncer, ou seja, a busca por terapias cada vez mais individualizadas.”

A porcentagem mais alta delas foi registrada em um paciente com melanoma com uma exposição crônica ao sol, enquanto era intermediária entre os pacientes que tinham recebido raios ultravioletas sobre tronco e extremidades e baixa entre aqueles que só o tinham tomado sobre braços e pernas.

Mutações identificadas – Além desta conclusão, os pesquisadores identificaram um conjunto de mutações genéticas recorrentes que não tinham sido relacionadas antes com o melanoma e que afetam sobretudo o gene denominado PREX2.

Os cientistas estudaram este gene separadamente em 107 melanomas humanos e concluíram que o DNA foi alterado em 14% deles.

Estudos prévios tinham relacionado as mutações deste gene com a aparição do câncer de mama, mas esta é a primeira vez que se vincula ao melanoma.

Embora sua função no câncer de pele esteja ainda para ser determinada, a equipe de Garraway acredita que poderia ser responsável de acelerar a formação do tumor.

A pesquisa também revelou um ‘grande número’ de mutações que afetam outros genes além do PREX2, ressaltou Garraway, e que conformam um ‘espectro de aberrações genéticas’.

Descobrir o papel dessas mutações na aparição e desenvolvimento do melanoma permitiria novos avanços na compreensão da biologia dos tumores e na busca de tratamentos que se necessitam com urgência, concluiu Garraway.

Clique nas perguntas abaixo para saber mais sobre cuidados com a pele:

  • Protetor solar
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  • Cuidados com a pele

Denise Steiner é doutora em dermatologista, membro da Academia Americana de Dermatologia, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo, chefe do Serviço de Dermatologia da Universidade Mogi das Cruzes e delegada brasileira do Comitê Científico do Colégio Ibero-Americano de Dermatologia. Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo Vídeo

Que tipo de protetor solar é mais indicado?

O protetor continua agindo depois de sair da piscina ou do mar?

É verdade que protetores fator 50 dão a mesma proteção que os de fator 30?

No inverno é preciso usar protetor solar?

Hidratantes e cremes com protetor solar funcionam?

Qual a quantidade de protetor solar indicada?

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Qual é o máximo de exposição recomendada ao sol?

Máquinas de bronzeamento são seguras?

Qual a melhor forma de se bronzear sem correr riscos?

Quais são os riscos do bronzeamento com produtos caseiros?

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Quais os fatores de risco para o câncer de pele?

Quais são os principais sinais de um câncer de pele?

Marcas de espinha pioram com exposição ao sol?

Quais os cuidados devem ser tomados com cada tipo de pele?

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Pergunta 07?

Pergunta 08?

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*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

(Com agência EFE)