Britânica com ebola é transferida para Londres

A enfermeira, que contraiu o vírus durante trabalho voluntário na África, é a primeira pessoa diagnosticada com a doença na Grã-Bretanha

A profissional de saúde diagnosticada com ebola na Escócia foi transferida nesta terça-feira para o Hospital Royal Free, em Londres, onde receberá tratamento especializado. A enfermeira, que contraiu o vírus em Serra Leoa, onde atuava como voluntária no combate à epidemia, chegou à capital inglesa em um avião militar.

Esse é o primeiro caso de ebola identificado na Grã-Bretanha. De acordo com um comunicado divulgado nesta segunda-feira pelo governo escocês, a paciente voltou de Serra Leoa na noite de domingo e desembarcou no Aeroporto de Heathrow, em Londres, em um voo da companhia aérea British Airways, após fazer escala em Casablanca, no Marrocos. Ela se sentiu mal na manhã desta segunda, deu entrada no hospital e foi colocada em isolamento.

Leia também:

FDA dá autorização de urgência para teste de ebola

Ebola: como o vírus burro se tornou uma epidemia

A sua condição é descrita como “estável” e ela ainda está na fase inicial da doença, o que diminui as chances de transmissão do vírus para outras pessoas, segundo as autoridades britânicas. No entanto, o primeiro-ministro escocês, Nicola Sturgeon, disse nesta terça-feira que outro profissional de saúde que acaba de retornar da África está passando por testes de detecção do ebola na Escócia. Segundo Sturgeon, porém, a probabilidade de esse paciente ter a doença é baixa, já que ele não teve contato direto com pessoas infectadas.

Outro paciente com ebola já foi tratado no o Hospital Royal Free: o enfermeiro britânico Will Pooley, de 29 anos. Diagnosticado com o vírus na África, onde também era voluntário, Pooley foi transferido para Londres e, após dez dias de tratamento, deixou o hospital curado e voltou para Serra Leoa para continuar ajudando no combate da doença.

Epidemia – O atual surto de ebola já deixou 20.081 pessoas infectadas na Guiné, Libéria e Serra Leoa, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizados nesta segunda-feira. Ao todo, 7 842 mortes pelo vírus já foram registradas nesses três países em 2014.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)