Recluso em casa, Lula cobra ministro de Dilma sobre IDH

Oncologista Artur Katz afirmou que as "restrições são definidas pelo paciente". Ex-presidente só deve sair de casa no domingo, diz assessoria

Mesmo em repouso em seu apartamento, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, onde recupera-se da primeira sessão de quimioterapia para combater um câncer de laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantém ativo na política. Nesta quinta-feira, ele ligou para Brasília reclamando dos critérios que levaram ao baixo desempenho do Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado na quarta-feira. O Brasil foi da 85ª para 84ª posição entre os 187 países analisados. O IDH considera indicadores de renda, educação e saúde.

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Lula cobrou uma reação do Secretário-Geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, que foi chefe de gabinete durante seus dois mandatos. Carvalho comentou a ligação durante um seminário ocorrido no Palácio do Planalto. E parece que a reclamação teve efeito: no final da tarde, a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello convocou coletiva para tentar justificar o desempenho do Brasil no ranking.

Restrições – De acordo com médico Artur Katz, coordenador do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, onde o ex-presidente recebe tratamento, o ex-presidente pode levar uma vida normal durante o tratamento. “As restrições são definidas pelo próprio paciente. Desde que ele esteja disposto, tudo bem”, disse Katz.

Em casa desde terça-feira, Lula não recebeu visitas neste período. De acordo com sua assessoria, ele só deve sair de casa no domingo. Até lá, Lula seguirá recebendo medicamentos por meio de uma bomba ligada a um cateter aplicado na altura de sua clavícula. O ex-presidente está acompanhado pela sua esposa, Marisa Letícia, e os filhos Luiz Cláudio e Sandro, que moram com ele.