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MPF identifica R$ 3,3 bi em pagamentos suspeitos do Bolsa Família

Na lista de beneficiários, Procuradoria localizou empresários, mortos, servidores públicos e doadores de campanhas políticas

O Ministério Público Federal identificou suspeitas de irregularidade no repasse de 3,3 bilhões de reais a 874.115 beneficiários do programa Bolsa Família em todo o país. O pente-fino foi realizado entre maio de 2013 e maio de 2016. A ação levou a Procuradoria a emitir recomendações a 4.703 prefeituras para que, num prazo de 60 a 120 dias, tomem providências sobre as denúncias. Os municípios são os responsáveis por manter a lista de cadastrados que recebem a verba do governo federal.

A Procuradoria identificou entre os beneficiários empresários, servidores públicos, mortos e doadores de campanha que davam a políticos mais do que recebiam do programa.  Em valores, do total de 3,3 bilhões de reais, 2,03 bilhões foram transferidos a empresários; 1,23 bilhão a servidores públicos ou seus familiares; 25,97 milhões de reais a beneficiários falecidos; e 11,89 milhões de reais a doadores de campanha. Os pagamentos suspeitos correspondem a cerca de 3,34% do total pago pelo Bolsa Família — 86,1 bilhões de reais — no período analisado.

As suspeitas foram levantadas a partir do cruzamento de dados fornecidos pelo governo federal, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Receita Federal e tribunais de contas estaduais e municipais.

O Estado com o maior porcentual de possíveis irregularidades é Roraima, com quase 9% dos recursos pagos a perfis suspeitos, seguido por Tocantins (6,51%) e Distrito Federal (5,97%). Entre as cidades com a maior taxa de pagamentos suspeitos, estão Rio da Conceição (TO), com 26,48%, Imbé (RS), 23,07%, e Aurora (CE), 22,16%.

Segundo a Procuradoria, apenas 31 cidades do país não apresentaram indícios de repasses suspeitos. O Rio Grande do Sul está no topo desse ranking, com vinte cidades sem nenhuma suposta fraude; seguido por Santa Catarina (com seis), São Paulo (com três), e Minas Gerais (com duas).

A compilação dos dados foi publicada em uma página do Ministério Público Federal divulgada nesta sexta-feira.

 

Comentários

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  1. O bolsa família PETISTA, contribuiu em muito para arrasar com erário público. A herança maldita do PT, deixou rastros de CORRUPÇÃO, em tô da a esfera de governo!

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  2. Pergunto: Porque só agora o MPF investigou???

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  3. Adilson Nagamine

    Transparência e cadeia para quem rouba do bolsa família. Inegibilidade para ladrão

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  4. Marcos Rainho

    O MPF está entregando o galinheiro para as raposas tomarem conta e prestarem conta.

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  5. Jurandir marques

    Essa bolsa família, serviu única e exclusivamente a projetos eleitoreiros, compra de votos com dinheiro público. Tal benefício tem que ser revisto, recadastrar, de fato, todo pessoal carente, aos quais, nós brasileiros, devemos estender as mãos, sem demagogia e politicagem,institucionalizan-do tal programa.

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  6. Alguém ficou com esse dinheiro indevidamente. Então cometeram crime e precisam responder por isso judicialmente. Ou vai ficar por isso mesmo?

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  7. Doação de dinheiro sem contrapartida de quem recebe é um erro. Ajuda só para quem realmente precisa, como idosos, doentes, pessoas especiais, etc. Como está é mera politicagem e compra de votos de forma oficial.

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  8. Nelson Marchetto

    86,1 bilhões em três anos, a pergunta é, e antes de 2013? 86,1 bilhões, injetados em educação, saúde e segurança iria melhorar à três áreas, mas, a incompetência de gestão do bolsa, joga essa quantidade de reais pelo ralo da corrupção nos municípios, que, de 2013 a 2016 a maioria das prefeituras eram do pt, etão acho que está explicado!!!

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  9. adson miranda de almeida

    alguém tem que pagar este rombo. o povo brasileiro.

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  10. José de Oliveira Abreu

    ESTA FOI MAIS UMA DAS FORMAS ENCONTRADAS PELA QUADRILHA PETRALHA ORDINÁRIA ENCONTROU PARA SUA ROUBALHEIRA, SUA BANDALHEIRA APLICADA AO POVO DURANTE O TEMPO EM QUE ESTIVERAM NO PODER, ROUBANDO, ROUBANDO, ROUBANDO E ROUBANDO, ROUBANDO. . . . . . . . . . . . . ROUBANDO.

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