Ministro da Educação comete erro crasso de português

Mendonça Filho afirmou durante entrevista que "haverão (sic) mudanças" ao se referir ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

Durante entrevista ao vivo para GloboNews na última quinta-feira, o ministro da Educação, Mendonça Filho, cometeu um crasso erro de português. Ao ser questionado sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ministro afirmou que haverão (sic) mudanças, mas essas mudanças não ocorrerão em um curto prazo”.

Na ocasião, o ministro falava sobre as mudanças feitas por medida provisória no currículo do Ensino Médio e afirmou que modificações também acontecerão no Enem. De acordo com a gramática do português, o verbo “haver” no sentido de “existir”, “fazer”, “ocorrer”, “acontecer” sempre será impessoal, ou seja, não terá sujeito e ficará sempre no singular.

Um dia após a declaração de Mendonça Filho, a pasta comandada por ele foi alvo de uma polêmica envolvendo a reforma do Ensino do Médio e youtubers.

Em reportagem publicada na última sexta, o jornal Folha de S. Paulo revelou que o Ministério da Educação (MEC) pagou 65.000 reais para dois youtubers defenderem em um vídeo a Reforma do Ensino Médio, sancionada pelo presidente Michel Temer.

Produzido em outubro, o vídeo, com 1,7 milhão de visualizações, não deixava claro que o conteúdo era uma campanha publicitária e tratava o assunto de maneira descontraída e com linguagem jovem.  “Você que quer trabalhar com História, não vai querer ficar perdendo tempo com célula”, diz no vídeo o youtuber Lukas Marques, um dos apresentadores do canal “Você Sabia?”.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Tadeu Passarelli

    “ministro”??? “educação”????

    Curtir

  2. Helcio Batista da Silva

    Um analfabeto comandando a educação, assim é o Brasil.

    Curtir

  3. Moris Litvak

    Mais uma matéria da série “falta de assunto”.

    Curtir

  4. francisco salim alves penin

    Há mais ou menos 45 dias, uma das manchetes de VEJA dizia que houve “cabeças decapitadas” durante rebelião em presídio. Ao ler o texto, alertei que corpos podem ser decapitados, cabeças não. E esse é um erro crasso. O “haverão ” do ministro é pouco diante das atrocidades cometidas por Dilma e Lula contra o idioma de Camões. Por outro lado, a explicação dada sobre o uso do verbo HAVER é esclarecedora, tem apelo didático. Sem maiores consequências…

    Curtir

  5. persianasflaci.blogspot.com

    Isso é brasil, todos indicaçoes politicas

    Curtir

  6. Geroldo Zanon

    Se ele fosse do PT NINGUEM IA RECLAMAR

    Curtir