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Bernardinho pede tempo: treinador dirá, depois do Carnaval, se aceita disputar governo pelo PSDB

Técnico da Seleção Brasileira de Vôlei precisa superar oposição da família. No último Datafolha, ele aparece em sétimo lugar, com 2% das intenções de voto

O PSDB ainda alimenta esperanças de ter o técnico da Seleção Brasileira de Vôlei, Bernardinho, como candidato ao governo do Rio. Em novo encontro com o senador Aécio Neves, presidente do partido e pré-candidato à Presidência, Bernardinho pediu mais um prazo para decidir seu futuro na política. Em Brasília, após uma conversa “sobre o Rio”, o treinador se comprometeu a dar uma resposta definitiva sobre a candidatura até a Quarta-Feira de Cinzas.

O período até o Carnaval servirá para Bernardinho vencer a principal força de oposição a sua entrada na política: a mulher, Fernanda Venturini.

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Aécio e Bernardinho almoçaram em Brasília na quarta-feira. A estratégia do presidenciável tucano é ter um nome competitivo de fora da política para voltar ao Palácio Guanabara. Outra iniciativa da agremiação nesse sentido é a filiação de Ellen Gracie, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, cotada para integrar a chapa tucana no Estado, eventualmente na vaga ao Senado.

Bernardinho tem resistido a se assumir candidato pelo receio da família de que o embate político venha a desgastar a imagem dele. Também há contratos de patrocínio e palestras que precisam ser concluídas até fevereiro para evitar situações de conflito de interesses. Na última pesquisa feita pelo instituto Datafolha, Bernardinho aparece em sétimo lugar nas intenções de voto, empatado com Milton Temer, com 2% da preferência do eleitorado.

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