Advogado entrega defesa de Temer para a Câmara

Antônio Mariz diz que documento se mira 'inconsistência dos fatos' e que 'honra' o presidente e 'homenageia' deputados

O advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira entregou, na tarde desta quarta-feira, a defesa do presidente Michel Temer (PMDB) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Ele chegou acompanhado de  Gustavo Guedes, também defensor de Temer, e de dois nomes da força-tarefa da base aliada, os deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Segundo Mariz, essa é uma defesa “séria, preocupada com os fatos, embora preocupada apenas em mostrar as inconsistências desses fatos”. A estratégia do presidente é apontar fragilidades na denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que acusa Temer do crime de corrupção passiva.

O advogado também afirmou que se trata de uma “homenagem” aos parlamentares. “São 98 folhas, mas é uma defesa que está honrando o presidente da República e homenageando os deputados, no sentido de vê-los como magistrados”, concluiu, em fala à imprensa após protocolar o documento.

Agora, o relator do processo, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), terá o prazo de cinco sessões da comissão para apresentar seu relatório, que será avaliado primeiro pelos demais parlamentares da CCJ e, depois, pelo plenário. Para ser aprovada, a denúncia precisa do apoio de 342 dos 513 parlamentares.  Se for aceita pela Câmara dos Deputados e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a acusação transforma Michel Temer em réu e o afasta da Presidência da República por 180 dias.

O cargo seria assumido provisoriamente pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Concluindo o processo, o STF decide se condena ou não o presidente. Se for considerado culpado, Temer deixa o cargo definitivamente. Absolvido, reassume a função.

Acusação

Um dos principais pontos alegados pelos defensores do presidente é uma suposta fragilidade nas acusações feitas contra o presidente na delação premiada do empresário Joesley Batista, do grupo JBS. Os advogados também voltam a questionar a legitimidade da gravação de diálogo entre Joesley e Temer, no dia 7 de março, no Palácio do Jaburu.

Segundo a narrativa do procurador-geral Rodrigo Janot, o presidente indicou o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) como seu intermediário para a obtenção de vantagens para a JBS. Outras gravações, de diálogos de Loures com o próprio Joesley e com o diretor de Relações Institucionais da empresa, Ricardo Saud, trazem o ex-deputado negociando e acertando a defesa desses interesses, sobretudo junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Por fim, uma ação controlada, autorizada pelo STF, flagrou o recebimento de 500.000 reais, por parte de Loures, das mãos de um representante da JBS em um restaurante de São Paulo. De acordo com o relatado nas delações de Joesley e Saud, era a primeira de uma série de parcelas que, ao final de nove meses, totalizariam 38 milhões de reais. Para Janot, o presidente – e não apenas Loures – era o beneficiário dos pagamentos ilícitos, o que ele nega.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. que porcaria é essa defesa de temer? o que precisa mais aparecer pra este traidor da nação ser enjaulado?

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  2. Leandros Parker

    Esse advogado ainda pensa que o povo é idiota, que não tem opinião formada.

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  3. O drama do LULÍA (cf. Gilmar) não é onde recai o acento tônico, mas na posição em que se encontra o assento presidencial: na vice-presidência o seu papel era decorativo, na presidência é indecorativo. Tudo se resume numa questão de decoro, que lhe falta até no papel notívago de confidente de “bandido notório”, nos porões da corrupção palaciana. Se ainda algum papel lhe restou na cludicante defesa, realmente, é pura ficção.

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  4. Corrigenda da última sentença: Se algum papel ainda lhe restou em virtude da claudicante defesa, realemente, é pura ficção.

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  5. Essa defesa não passa de um saco de m er da. Fora temer!

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  6. Ataíde Jorge de Oliveira

    NaDa HäÄ
    TEMER, M.

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  7. Ataíde Jorge de Oliveira

    p$ : Nada;NADA aLéM do JN no AR,vejA

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  8. Segundo a Folha de São Paulo de hoje Temer diz: Se eu perder na Câmara, serei inocentado pelo Supremo. Eu pergunto: Foi combinado com o Mendes?

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  9. Eugênio Stachiu

    Mais uma vez esta provado que o crime no serviço público é compensador. Esse tal “advogado”, é fortíssimo candidato a uma cadeira no já contaminado STF. Com a tradicional falácia dos parceiros do crime(advogados), esse pilantra induz determinadas pessoas a praticar crimes comuns, através de sua fala nojenta e indutora. ADVOGADO É RAÇA DO DIABO NA TERRA!!!!

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