Ciência
Espaço
Telescópio Hubble capta galáxia mais brilhante descoberta até agora
A galáxia observada está distante cerca de 10 bilhões de anos-luz, e pode mostrar como o universo se formou
Imagem mostra galáxia a dez bilhões de anos-luz de distância (NASA; ESA; J. Rigby (NASA Goddard Space Flight Center); K. Sharon (Kavli Institute for Cosmological Physics, University of Chicago))
O telescópio espacial Hubble obteve imagens da galáxia mais brilhante descoberta até agora, graças a um fenômeno conhecido como lente gravitacional. A Nasa (agência espacial americana) informou que "esta observação proporciona uma oportunidade única para o estudo das propriedades físicas de uma galáxia que formava, de maneira vigorosa, estrelas quando o universo tinha apenas um terço de sua idade atual."
Saiba mais
LENTE GRAVITACIONAL
Uma lente gravitacional ocorre quando a gravidade de um objeto gigantesco, como o Sol, um buraco negro ou um conjunto de galáxias, causa uma distorção no espaço-tempo. A luz procedente de objetos mais distantes e brilhantes se reflete e aumenta quando passa por essa região distorcida pela gravidade.
Jane Rigby e sua equipe de astrônomos no Centro Goddard de Voo Espacial da Nasa, no estado de Maryland, apontaram o telescópio Hubble em direção a um dos exemplos mais notáveis de lente gravitacional, um arco de luz de quase 90 graus no conjunto galático RCS2 032727-132623.
A vista que o Hubble obteve da galáxia distante é muito mais detalhada que a imagem que seria obtida sem a presença da lente gravitacional. A presença deste 'amplificador' mostra como as galáxias evoluíram em dez bilhões de anos, segundo a Nasa.
Enquanto as galáxias mais próximas à Terra estão plenamente maduras e se aproximam do fim de sua história como criadouro de estrelas, as galáxias mais distantes proporcionam testemunho dos tempos de formação do universo.
Estão tão distantes que a luz daqueles eventos cósmicos só alcança a Terra agora. As galáxias mais distantes não só brilham mais tênues no espaço, como também aparecem muito menores.
Como é típico nas lentes gravitacionais, a imagem distorcida da galáxia se repete várias vezes no conjunto de lente que aparece à frente. A tarefa dos astrônomos é reconstruir como se veria realmente a galáxia sem o efeito de distorção.
A aguda visão do Hubble permitiu que os astrônomos eliminassem as distorções e reconstruíssem a imagem como seria vista normalmente. A reconstrução mostra as regiões brilhantes onde se formam as estrelas, muito mais iluminadas que qualquer região de estrelas jovens na Via Láctea.
(Com Agência EFE)




Conferência sobre Mudança Climática em Bonn termina sem avanços
No Rio, exposição 'Oceanos' traz imagens inéditas do fundo do mar
Humanidade precisará de "três planetas" em 2050
Começa conferência sobre mudanças climáticas em Bonn

Comentários