Rio de Janeiro

Corpos de mortos em operação policial serão exumados

Projéteis nos cadáveres podem ajudar a identificar de onde partiram os tiros

Corregedoria deverá analisar ação policial e pedir o afastamento dos envolvidos

Corregedoria deverá analisar ação policial e pedir o afastamento dos envolvidos (Reuters)

A Justiça do Rio autorizou a exumação dos corpos de dois homens mortos durante operação policial na Favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, em agosto do ano passado. O pedido foi feito pelo Ministério Público e pela Corregedoria Interna da Polícia Civil, que investiga se houve abusos na ação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).

Douglas Vinícius da Silva e Ewerton Luiz da Cruz foram atingidos por tiros que partiram do helicóptero Águia 2, da Polícia Civil. Os alvos da operação eram traficantes que estavam em um bar que funcionava como ponto de venda de drogas.  
Imagens divulgadas pelo jornal Extra, em 11 de maio, mostram o momento em que policiais que estavam na aeronave entram, a pé, na favela e mudam um dos corpos de lugar.

Na gravação ainda é possível ouvir um policial dizendo que um dos mortos não estava armado e, em seguida, ver o corpo sendo arrastado para o bar onde estavam outros quatro cadáveres. O objetivo da exumação é verificar se ainda há projéteis nos corpos de Silva e Cruz. Se as balas forem encontradas, a polícia tem condições de apurar os responsáveis pelos disparos.

Resistência – Na Favela do Rola, a morte dos bandidos foi registrada pela Polícia Civil como auto de resistência – quando policiais matam em confronto. A chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, quer saber se a portaria 553/2011 – que proíbe a alteração da cena do crime em caso de autos de resistência – foi desrespeitada.

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