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Escolher fica mais fácil
Na eleição para deputado federal, analisar o perfil de cada um dos candidatos que se apresentam é uma missão quase impossível. Em São Paulo, na última eleição, havia 1 131 nomes concorrendo a uma vaga na Câmara. Se um eleitor dedicasse uma hora para estudar o currículo de cada candidato, precisaria de 47 dias ininterruptos para concluir a análise. A miríade de políticos que surge na TV pedindo votos com a velocidade de disparos de metralhadora mais confunde do que esclarece. No sistema de voto distrital, esse problema desaparece, já que cada partido pode apresentar apenas um candidato por distrito. Ou seja: na pior das hipóteses, o eleitor terá de comparar as propostas de 27 concorrentes — o número de legendas registradas hoje no Brasil. A tendência, no entanto, é que o número de candidatos competitivos seja ainda menor, equivalente ao de candidatos a prefeito. Com um horizonte de escolhas mais restrito, fica mais fácil para o eleitor tomar uma decisão bem pensada.
Quem elege, fiscaliza
No ano passado, uma pesquisa encomendada pelo Tribunal Superior Eleitoral mostrou que, um mês depois da eleição, 22% dos brasileiros não faziam ideia do nome do candidato em que haviam votado para deputado federal. É um ciclo vicioso: o eleitor não se sente representado por nenhum parlamentar, por isso se esquece do nome dos políticos e, assim, abre mão do direito de fiscalizá-los. No sistema distrital, essa situação muda radicalmente, já que cada distrito passa a ter apenas um representante. Lembrar seu nome poderá ser tão automático quanto lembrar quem é o prefeito da cidade. Com isso, a fiscalização popular sobre os parlamentares começará, enfim, a funcionar. Cada deputado terá sobre ele os olhos de todo um distrito. O que ele fizer em Brasília terá grande repercussão em sua base — para o bem ou para o mal. “Com o voto distrital, os eleitores se sentem mais motivados para acompanhar a atuação do seu parlamentar, cobrar as suas promessas e pressioná-lo. O modelo reforça a percepção dos eleitores de que estão sendo de fato representados. Na democracia, isso não é pouca coisa”, diz o cientista político José Álvaro Moisés, da Universidade de São Paulo.
A campanha fica mais barata
A vida no Brasil é cara, mas poucas coisas são tão caras por aqui quanto fazer uma campanha eleitoral. Em 2010, as 5100 pessoas que concorreram em todo o país a uma vaga na Câmara declararam gastos que, em conjunto, alcançaram 1 bilhão de reais (sem contar o caixa dois, claro). Entre os que se elegeram, o custo médio das campanhas ficou em 1 milhão de reais. As campanhas brasileiras são caras, porque, pelo sistema atual, cada candidato precisa disputar votos com todos os outros candidatos e em toda a extensão de seu estado. Há desde o custo com viagens e deslocamentos até os gastos com carros de som, bandeiras, adesivos, camisetas, cabos eleitorais e tudo o mais que possa ajudar o candidato a se destacar em meio à concorrência. Por esse motivo, é praticamente impossível chegar ao Parlamento sem uma estrutura milionária. E quem precisa de milhões de reais para se eleger fica sujeito a ter de defender os interesses de empresas camaradas que topam financiar empreitadas tão caras. Uma campanha milionária é o primeiro passo para corromper o eleito. No sistema distrital, os votos são disputados em um território delimitado, reduzido. Como o campo de batalha é restrito, os custos de campanha caem. E a independência dos eleitos aumenta.
Acaba o efeito Tiririca
A eleição de 2010 escancarou um dos maiores absurdos do sistema eleitoral brasileiro. Das 513 cadeiras da Câmara, apenas 36 foram ocupadas por políticos que chegaram lá com os próprios votos. Os outros 477 eleitos — 93% do total — conseguiram o mandato graças a votos dados a outros políticos ou às suas legendas. Isso ocorre por causa da obtusa regra do quociente eleitoral. Ela estabelece que as cadeiras do Parlamento sejam divididas entre as siglas, e não entre os indivíduos mais votados. Por isso, um candidato pode perder a vaga para um concorrente que teve votação menor, dependendo do partido em que está. É uma confusão que desorienta o eleitor e faz com que os votos dados a um político sejam usados para eleger outro. Para tirarem vantagem dessa distorção, os partidos buscam lançar os chamados puxadores de votos — candidatos de escassas credenciais e farto apelo popular, como o palhaço Tiririca. Na última eleição, ele teve 1,3 milhão de votos em São Paulo. Garantiu a própria eleição e a de mais três “caronistas” que estavam em sua coligação. Com a adoção do voto distrital, essa farra acaba. Para se eleger deputado, o político terá de vencer a disputa no seu distrito sozinho, sem apelar para puxadores de votos ou coligações. Os parlamentares só serão eleitos com os próprios votos.
O gasto público diminui
Como uma mudança no sistema eleitoral pode ajudar a conter os gastos públicos? Simples: quando o Congresso está repleto de deputados que representam grupos de pressão organizados (sindicalistas, usineiros, empresários que só mamam no estado), a tendência é que eles façam de tudo para carrear recursos públicos para esse pessoal. Uma central sindical, por exemplo, pode tornar-se um verdadeiro tragadouro de verbas se contar com uma dúzia de deputados dispostos a ajudá-la na tarefa. É o que acontece hoje no Brasil. “Como o governo precisa de sustentação política, permite que os deputados enviem dinheiro público, por meio de emendas parlamentares, para saciar esses grupos de pressão organizados”, diz o cientista político Octavio Amorim Neto. Só neste ano, 7 bilhões de reais poderão ser repassados por esse caminho. Para os deputados, o cálculo é simples: se agradarem a um grupo restrito, terão dinheiro e votos suficientes para se reeleger, mesmo que para isso tenham de tomar atitudes que possam desagradar ao conjunto da sociedade. Já no sistema distrital, os congressistas não precisarão se preocupar com esses grupos organizados, mas apenas com os eleitores de suas bases. A demanda do Congresso por recursos públicos diminuirá. Um estudo internacional conduzido pelos economistas Torsten Persson e Guido Tabellini constatou a validade desse raciocínio: em países que usam o voto distrital, o gasto do governo em relação ao PIB é, em média, 9 pontos porcentuais menor que nos outros.
Os corporativistas perdem espaço
O sistema atual é feito sob medida para beneficiar candidatos que representam interesses de categorias como a dos sindicalistas. Eles se elegem às pencas para o Congresso, porque sabem tirar proveito do corporativismo. A ideia de que trabalhadores de determinado segmento profissional ou igreja estejam representados em Brasília é, evidentemente, legítima. O problema é a vantagem indevida que seus representantes têm sobre os demais candidatos, que não contam com o voto corporativista. No sistema distrital, o jogo volta a se equilibrar, já que, no caso de um candidato sindicalista, seus eleitores estariam geograficamente mais espalhados (uma vez que nem todos os filiados de um sindicato vivem em um mesmo distrito), o que diminuiria o poder de fogo da candidatura. O mesmo raciocínio vale para candidatos de base religiosa, como pastores evangélicos. “O deputado distrital tende a ser um político de maior envergadura por uma razão simples: ele precisa do apoio da maioria dos eleitores de seu distrito, e não apenas dos votos de um só segmento, cujo interesse é, por definição, estreito”, diz o cientista político Bolívar Lamounier. Estima-se que, se o voto distrital estivesse em vigor na última eleição, 35 sindicalistas e 21 políticos de base religiosa não teriam sido eleitos.
As oligarquias se enfraquecem
Por motivos que vão dos mais justos aos menos republicanos, é enorme o número de políticos no Brasil que não me-dem esforços para fazer com que parentes — cônjuges, filhos, sobrinhos — também entrem para a política. Na maioria dos casos, essas tentativas têm como único objetivo perpetuar oligarquias. Integrantes de velhos clãs sempre contam com sobrenomes poderosos e dinheiro farto para se eleger. Dessa forma, fazem campanhas portentosas e conseguem reunir votos suficientes para obter um passaporte para a Câmara. No sistema distrital, eles continuariam fazendo campanhas ricas, mas teriam de disputar voto a voto com lideranças regionais, o que tornaria suas campanhas bem mais duras. Se o sistema distrital estivesse em vigor em 2010, 28 representantes de oligarquias políticas teriam tido muito mais dificuldade para ser eleitos para a Câmara.
Aumenta a força das capitais
Um dos efeitos pouco conhecidos do sistema eleitoral brasileiro é que, hoje, as capitais elegem poucos, pouquíssimos, representantes para a Câmara. A maioria dos deputados mantém bases restritas ao interior. Todos eles, no entanto, fazem campanha agressiva nas capitais de seus estados, onde vive a maior parte da população. Assim, os voto das capitais se distribuem entre dezenas ou centenas de candidatos. “O resultado é que, com a fragmentação da votação nas maiores áreas urbanas, poucos candidatos oriundos das capitais conseguem se eleger. Vai-se interiorizando, dessa forma, a representação, o que afasta o Legislativo dos interesses da parcela mais politizada, mais educada e mais reivindicante do eleitorado nacional”, diz o cientista político Amaury de Souza. Apenas quinze deputados federais eleitos pelo estado de São Paulo em 2010 tiveram mais de 50% dos votos na capital do estado. Se estivesse em vigor o modelo distrital, a representação da cidade de São Paulo teria de ser de 27 deputados — número de distritos que haveria na metrópole, respeitados os critérios de distribuição populacional. Assim como São Paulo, todas as demais capitais brasileiras ganhariam mais peso político com a mudança.
O Congresso é fortalecido
A experiência internacional demonstra que países com voto distrital têm um Congresso forte, com um comportamento independente em relação ao Executivo. Isso ocorre porque os parlamentares sabem que, se apenas cumprirem ordens do governo, terão problemas para se reeleger em suas bases. “No sistema distrital, o deputado precisa fazer mais esforço para se destacar”, diz Antônio Octávio Cintra, consultor da Câmara e professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais. De fato, como apenas um candidato é eleito por distrito, a corrida para o Legislativo repete a lógica da corrida à prefeitura: há embate eleitoral direto. Os candidatos apontarão o que consideram falhas ou fraquezas dos concorrentes. O eleitor passa, então, a levar em conta não apenas as características do seu candidato favorito, mas também as possibilidades que este tem de derrotar o político que ele não quer ver em Brasília. “O eleitor passa a votar também contra o candidato de quem não gosta. Há uma reorientação do eleitorado”, explica Cintra.
A corrupção reflui
Com base no “toma lá dá cá”, estabeleceu-se que política no Brasil funciona da seguinte forma: em troca do apoio necessário para aprovar projetos de lei e medidas provisórias, o governo oferece cargos à sua base no Congresso. Assim, para ocuparem espaços na máquina pública, os partidos não procuram técnicos gabaritados, mas gente que seja obediente à cúpula — o que inclui a disposição para, se necessário, contribuir a qualquer custo para o fortalecimento da legenda e, não raro, do seu caixa. O controle de cargos é visto como uma maneira de levantar recursos para custear campanhas, manter em alta o partido e perpetuar sua área de influência sobre o governo. O resultado, invariavelmente, é o aumento da corrupção. No sistema distrital, os eleitos estão menos subordinados à direção do partido do que aos eleitores de sua região. Para se reelegerem, o essencial será a lealdade para com sua base, e não para com os caciques. Estudos mostram que países com voto distrital têm 20% menos casos de corrupção do que países com voto proporcional com lista fechada. “Diferentes sistemas eleitorais têm efeitos diversos sobre o grau de corrupção. Casos como o do Brasil, com muitos candidatos apresentados em lista aberta e que competem em áreas demasiado vastas, estimulam a ilegalidade. A corrupção e a busca por um número gigantesco de votos andam de mãos dadas”, diz a cientista política Miriam Golden, da Universidade da Califórnia. Ela analisou a relação entre corrupção e sistemas eleitorais em 42 países. “Quando a campanha eleitoral tem de ser feita em regiões muito grandes e com vários partidos, os estímulos para obter recursos ilegais são mais fortes do que o medo das denúncias de adversários”, diz. Por último, mas não menos relevante, o voto distrital pode ser aplicado também a eleições estaduais e municipais, com todas as vantagens elencadas nesta reportagem.
Comentários
Paulo
A proposta poderia ser melhor. Porque ninguém pensa nos direitos do eleitor, por exemplo: o voto protesto, para pessoas que não estão satisfeitas, e querem mudança? o direito de interferir nos gastos absurdos que temos com os políticos mais caros do mundo. Nessa proposta falta-nos direitos e garantias.
14.12.2011
bruna
O Brasil não tem nenhum partido confiavel. O povo brasileiro devia fazer uma grande manifestação para tirarem todos os corruptos e criar um partido justo, que não roube dinheiro e seja justo.
01.12.2011
Luiz Moreira de Lima
Até acredito que este tipo de sufrágio,poderia deixar a politica menos ruim, porém enquanto não se criar um movimento para que a reforma politica seja estabelecida pela sociedade e não pelos seus ditos representantes, estaremos a mercê de seus desmandos e suas falcatruas. Estabelecer , normas éticas, procedimentos a ser resp(..)
22.11.2011
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SanttOs
Dizer que as oligarquias não continuaram inundando o congresso nacional é brincadeira! Vocês conhecem o ministro da integração, Fernando Bezerra Coelho? Pois é, a família coelho é praticamente dona da cidade de Petrolina-PE e olha só onde ele foi parar. Eles dominaram as eleições para prefeito desde os primórdios desta cidad(..)
20.11.2011
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Carlos
Sou totalmente favorável ao voto distrital. Só assim Tiririca deixará de eleger outros inexpressivos.
18.11.2011
alzemir soares de mello
Eu como cidadão brasileiro resolví aderir esta campanha, pois quem deve decidir como votar é o eleitor. Reforma política já!!! O voto distrital é a melhor escolha, só que os politicos são contra.
16.11.2011
Edson!
Eu me lembro em quem votei por que sempre marco o nome dos meus candidatos no comprovante de votação. Também sou a favor do VOTO DISTRITAL, mas se caso o candidato em quem eu votei for pego fazendo corrupção, tem como tirá-lo do poder de imediato, após as investigações, ou teremos que esperar ele terminar o mandato? REDUÇÃO (..)
24.10.2011
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ferreira
nao importa a forma de voto no brasil,de um jeito ou de outro os canalhas tiram proveitos do dinheiro público.
10.10.2011
luiz
É uma boa medida. A medida que antecede á sua candidatura é ter escolaridade, não ter quaisquer pendências, civeis,criminais,tralhista,federais, estaduais, municipais. Se tiver, resolva-as e retorne pra pleitear candidatura. rabugento.hihih. até
07.10.2011
Afonso Dutra
Muito bom, uma pena que não tem mais divulgação. Estou fazendo a minha parte e mandando para todos que conheço.
07.10.2011
Leila
Eu tenho procurado obter o maior número possível de assinaturas para a PETIÇÃO a favor do voto distrital. Não vamos entregar as coisas de mão beijada. Não, eles não podem!
05.10.2011
Cecília
Se ZÉ DIRCEU é a favor, imagino que seja RUIM. VOTO DISTRITAL NELLES!
05.10.2011
Dayane
Ai Ai, sonhar não custa nada! Eu duvido que, mesmo com 100 milhões de votos de apoio da população, um projeto desses seja aprovado lá em Brasília...
22.09.2011
Waldir Quintino
Sugiro que assinem o abaixo assinado, no site Petição Pública...
22.09.2011
Ferraz
O voto distrital resulta na desproporcionalidade das representações e fere a democracia. Na Venezuela de Hugo Chavez, por exemplo, a oposição chegou a receber 52% dos votos, mas obteve apenas 40% das cadeiras parlamentares. Não considero este o caminho para se mudar o Brasil.
21.09.2011
Pitilike
Já que todos estamos de acordo com o voto distrital, qual é o caminho para efetivá-lo como proosta de mudança? O que devemos fazer? Como nos mobilizarmos? Pq se deixarmos por conta dos atuais congressitas vamos piorar o sistema e manter no "puder" gente sem qualificação. De novo: COMO NOS MOBILIZARMOS? alguém, por favor nos (..)
17.09.2011
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Alceu Patricio
Eu sempre fui favorável ao voto distrital, por isto me considerem mais um angajado em na iniciativa. Parabéns e contem comigo.
16.09.2011
Anderson de Souza Vieira
A reforma política no Brasil é uma urgência um bom começo seria a aquisição do voto distrital.
16.09.2011
Marcio Albuquerque
Lamento muito que a reportagem apresente apenas as vantagens do voto distrital, como se não houvesse imperfeições neste método. Uma reportagem imparcial seria muito mais compatível com o padrão que os leitores esperam desta revista. No entanto, as intenções dos editores são claras: na coluna números da edição seguinte, Veja (..)
14.09.2011
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Fernando Weiss
Parabens a Veja e ao Reinaldo Azevedo pela insistencia critica ao atual governo e seus desmandos.....temos que aproveitar o acontecimento do ultimo dia 7 de setembro e nao deixar morrer esta pequena chama de fogo que esdta faiscando...Espero maior poder de persuasao e mobilizacaso por parte da midia...vamos la Brasil!
14.09.2011
jandira gomes
Toda mudança é benvinda, se é para acabar com a canalhisse dos piratas do dinheiro público, EU APOIO o voto distrital. O ideal seria uma eleição com caras novas, pois voto distrital por melhor que seja, com essas caras que aí estão...não sei não. Mas não custa nada tentar mudar, quem sabe, com a sociedade se movimentando as (..)
13.09.2011
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Rodrigo S. Soares
Com certeza essas reformas na politica eleitoral não irão erradicar a corrupção, quando temos exemplos de pessoas com cargos eletivos ou não, incluindo até juizes que praticam tais atos ilicitos e imorais. Porém algo deve mudar, que seja pelo menos as leis, deixando de compactuar e facilitar com ações asquerosa da corrupção.
13.09.2011
Victor Pessoa
O VOTO DISTRITAL TEM DE SER PARA TUDO! Desde vereador até deputado federal. O fortalecimento real da Camara dos Deputados só ocorreria dessa maneira. Fiquei sabendo que de todos os projetos aprovados até agora pela Camara, 100% foram encomendados pelos Executivo. Vivemos, praticamente, numa ditadura do executivo. VOTO DISTRI(..)
13.09.2011
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Carlos Renato
O que for preciso para erradicar ou pelo menos reduzir a praga da corrupção no país conta com o meu apoio e de milhões de brasileiros fartos de tanto banditismo e politicagem.
13.09.2011
Marco A. Madureira
Voto distrital já!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
13.09.2011
Gilberto Ferreira da Costa
Não sou favóravel a este projeto porque considero que este modelo de voto distrital reforça ainda mais o modelo clientelista e transforma os deputados em "vereadores federais". Ele tem outra coisa de ruim e é o fato de facilitar o controle do eleitorado pelo poder econômico e a midia (a Veja que o diga) criando verdadeiros c(..)
13.09.2011
| Ler Mais
Wilson Carvalho
Já que falam em sistema misto, por que não um misto de distrital com distritão, ou seja, uma fração para disputa no conjunto dos distritos. Mas seria fundamental em qualquer reforma moralizante a proibição de parlamentares exercerem cargos no executivo - teria antes que renunciar ao mandato.
07.09.2011
patôrodrigues
Proporcional ou majoritário? Sinceramente, tenho la minhas duvidas, se vem a ser uma solução viável.Eu não sei se vai "atacar" diretamente no x da questão.Responsável se não por todas, pelo menos por uma fatia dos problemas. A MALDITA IMPUNIDADE Enquanto os inconsequentes não forem duramente punidos por seus atos de to(..)
07.09.2011
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Fabio Marques
Parabéns à Veja pelo apoio ao Voto Distrital.
07.09.2011
Alex
Apoio. Além disso, apoio que as prefeituras nas grandes cidades sejam divididas, ou seja, eliminar as inoperantes sub-prefeituras e estabelecer várias prefeituras, sem vereadores, mas com conselheiros. Todos eleitos pelo voto direto. Um prefeito de um bairro ou de uma zona pode ser muito mais cobrado que um prefeito de uma c(..)
07.09.2011
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Marco
Tanto o sistema proporcional quanto o majoritário possuem imperfeições que acarretam distorções no processo democrático. O ideal seria um sistema misto, com voto distrital majoritário e proporcional com voto em lista. Assim um compensaria os defeitos do outro.
07.09.2011
Luiz Eduardo
Para se mudar um resultado, é preciso fazer algo de diferente. Se continuar fazendo sempre do mesmo jeito, o resultado será sempre o mesmo. O voto distrital é uma esperança de mudança.
07.09.2011
Milton Kanaciro
Vejo que o voto distrital traz muitas vantagens, mas fica uma dúvida: É possível com o voto distrital continuarmos a eleger diretamente o(a) Presidente da República? Vale relembrar a luta que foi o movimento "Diretas Já" e o que aconteceu na eleição americana onde, por causa do voto distrital, Jorge W Bush teve um menor núme(..)
07.09.2011
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Tiago
já assinei. ótima iniciativa!
07.09.2011
Reginaldo Leitão
Entendo que quem deve estar no congresso são os representantes do povo, e como tal Tiririca também o é, pois representa uma parte da população artística e outra parcela dos poucos letrados, pois existem alguns no nosso país. Seria interessante que este meio de comunicação "histórico" divulgasse algum estudo que vincule os re(..)
07.09.2011
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Edson Ferraz
O professor Alberto Carlos Almeida tem sólidos argumentos para rejeitar a adoção de voto distrital no Brasil. Dá exemplo da Nova Zelândia que abandonou esse regime em 1993. Segundo Almeida o voto distrital não é adequado a cultura brasileira e geraria mais problemas que a sistematica vigente. Interessados em analisar essa te(..)
07.09.2011
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bene nadal
A corrupção está na cultura do brasileiro há pouco mais de quinhentos anos, e nada muda com o voto distrital. Apenas muda de nome e endereço, e isso já aconteceu outras vezes. O que falta de verdade, é "vergonha na cara", e punição de todos os corruptos, seja de esquerda ou de direita, e um pouco mais de responsabilidade co(..)
07.09.2011
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sidnei
fica mais justo, mais proximo dos eleitores podendo ser cobrados pelas suas atitudes frente as suas convicções colocads em sua proposta de governo, podemos melhorar cobrando desde já o nosso verador eleito, a camara municipal fica bem mais proxima de nós vamos utilizar a nossa influencia junto a eles, talvez começemos a mud(..)
07.09.2011
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Think tank
O voto distrital é um instrumento para poder cobrar e inibir a desfaçatez há muito instalada no poder, estes após serem eleitos “acham” que receberam procuração em branco para saquear o eleitor contribuinte. É um bom começo, mas com poder Judiciário, cujo os membros das ultimas instancias, são indicações das gangues do Exe(..)
07.09.2011
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Arnaldo Nunes
Importante é além do voto ser distrital, carregar com o candidato o peso de seu voto nas atribuições do posto. Um candidato representando por exemplo 100.000 eleitores deve ter seu voto com peso maior que um com 45.000 eleitores. Não é complicado nem difícil de fazer pois na eleição cada um ao ser eleito sabe qual é seu peso(..)
07.09.2011
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anna maria
deputado Chinaglia....claro...vossas excelencias já resolveram o aumento do legislativo.... nos povo pensamos e estamos atentos...
06.09.2011
junior D.
sou totalmente a favor, pois alguns espertinhos de tederminados partidos politicos, colocaram famossos para os cidadãos pensarem que iriam votar no ex: tiri..., mas o fim verdadeiro é eleger outros candidatos de seus partidos. Falo isso em nome da juventude que irá no futuro pegar um pais falido, e tudo por culpa desses band(..)
06.09.2011
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Jose Maria
Já assinei em favor do voto Distrital. Ação Cidadã! E você, já assinou?
06.09.2011
Flávio Jr
Essa parace uma proposta bastante interessante, aonde os cidadões teram verdadeiramente seus representantes. E casos como da deputada Jaqueline Roriznão irão acontecer. Mas não teoria tudo é belo, na hora de por em prática os politicos e partidos desonestos sempre encotraram um forma de burlar o sistema. temos que pagar par(..)
06.09.2011
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luiz
Eu sou lá de paraopeba - mg. moro num sitiu, nois acha que tamo num regime Ditatoriar democrati corrupiu. todos os esforços são válidos. Como diz Rui Barbosa , use sua caneta. rabugento , hihihihi até
06.09.2011
vitor
Por que que o sexto país mais rico do mundo, o terceiro país mais forte militarmente de todo continente americano e oque é considerado o país que abriga o povo mais hospitaleiro do mundo não pode se igualar a adotar o voto distrital como a superpotência os Estados Unidos e outros países da Europa(Reino Unido, França,Itália, (..)
06.09.2011
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joão
Se o PT é contra então eu assino. Só pra eles tomarem do próprio veneno.
06.09.2011
Celso D'andretta
VOTO DISTRITAL A veja fez uma magnífica exposição sobre as vantagens do voto distrital. Espero que continue, porque o povo brasileiro precisa dessa informação para acabar com a falta de vergonha dos senhores “dignos” representantes do povo, uma vez que o noticiário é só corrupção. Nós do lado de fora do governo que só pagamo(..)
06.09.2011
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jose eufrauzino de sousa
Senhora jornalista, talvez não saiba em quem votou nas duas últimas eleições. Para fiscalizar os nossos candidatos, não é necessário voto distrital.
06.09.2011
Valentim
Sou a favor do VOTO DISTRITAL. Se o representante não andar na linha, na próxima ele DANÇA. PARABÉNS VEJA, era isso que faltava para moralizar essa politicagem.
06.09.2011
diniz dos santos
Tudo que for a favor da moralização pública e criar obstáculos para a corrupção, os petistas são contra. O voto distrital, seria o começo do fim do PT.
06.09.2011
MARIA TEREZA FERNANDES
Pode ser, mas só acredito em alguma mudança se cortarmos o numero deputados. Isso sim, seria uma economia para o país. federal 1 deputado por estado já estaria de bom tamanho, afinal eles não servem pra nada mesmo
06.09.2011
claudecir
é sempre a mesma estoria, esse comportamento de quem não sabe perder, espirito de LACERDA tentando dar um golpe branco no PT, assim como LACERDA fez com VARGAS, tentou fazer com JUSCELINO e acabou conseguindo com JANGO....e viram no que deu né.....30 anos de trevas.
06.09.2011
Alexandre Figueiredo
VEJA dá mais uma mostra inequívoca do seu papel fundamental na luta por um verdeadeiro estado democrático de direito! Alexandre Figueiredo Professor de Direito da Universidade de Fortaleza - Unifor
05.09.2011
Andriele Ribeiro
Esta reportagem é muito importante para nosso país. Li na integra na revista e sugiro que seja liberada em sua totalidade para melhor informação de nossa população. Foi uma das poucas formas objetivas que consegui enxergar para conseguirmos mudar algo. Avaliem esta possibilidade!
04.09.2011
Carlos
O homem que se esconde atrás de um voto secreto, para não revelar a sua opinião, não tem moral e caráter para ser um representante do povo brasileiro
04.09.2011
Discordo
Desse jeito eleitores de distritos menos densos terão peso maior. Se vc não que o partido escolha qualquer um não vote na legenda. Tenha a decência de ler a proposta do candidato ou vote nulo.
04.09.2011
Olati
A idéia é ótima e já assinei, porém como a proposta é ruim para os larápios temos que ter não somente assinaturas, mas ir as ruas. Nesta quarta, sete de setembro, vamos as ruas vestindo preto. É um protesto contra a corrupção e a impunidade e, porque não, a favor do voto distrital...façam suas faixas.
04.09.2011
flávio de souza malheiros junior
O voto DISTRITAL nos vamos poder estar mais perto dos nossos representantes, sendo assim cuidando para que rouben menos.
04.09.2011
Alexsandro
Barateamento das campanhas Como a delimitação de uma área para definir os candidatos irá mudar as regras dos financiamentos das campanhas? No caso municipal, na campanha passa o Candidato X buscou votos em toda cidade. No futuro, supondo o sucesso do voto distrital, ele vai buscar votos numa área pré-estabelecida. Bom! Se na(..)
03.09.2011
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Heitor
Realmente, o voto distrital pode ser o primeiro passo para melhorarmos um pouca a politica "dessepais". Mas só ele (voto distrital) não resolve. Primordial que tivessemos alguém para votar. Dizem que o povo não sabe votar. A verdade é que não nos oferecem opção. É tudo uma porcaria só.
03.09.2011
Adriano
Aqui no Canadá funciona assim. É interessante porque aproxima bastante o eleitor do seu representante no parlamento. Assim, cada cidadão tem o seu representante no parlamento, que sai de dentro da comunidade do eleitor. Funciona bem aqui.
03.09.2011
Hercilio
Faltou dizer que voto distrital favorece o curral eleitoral, os coroneis vao se perpetuar mais que hoje em dia. O congresso vai virar uma camara de vereadores.
03.09.2011
SCF
O voto distrital não é panacéia, mas gradualmente vai melhorar bastante a qualidade dos políticos. Já assinei a petição.
03.09.2011
Fernando Aranha
Tudo que o PT é contra indica, de ante mão, que é ótimo pro povo e o Pais.
03.09.2011
Ivo Cesar Martorano
Parabéns ao divulgar o que é um importante passo no aperfeiçoamento do sistema político. Os benefícios do voto distrital vão muito além da simples aproximação do eleitor com o candidato, passa a valorizar lideranças locais diminuindo a influencia dos marketeiros.
03.09.2011
jose luiz moraes
EU VOTO DISTRITAL, pois, assim posso acompanhar o trabalho de quem mereceu meu voto. Sendo aprovado - o que espero, só faltaria o Voto Expontaneo (Primeiro, na campanha, me convencer que devo votar, depois o por que votar nele).Depois votariam a Fidelidade Partidária- punindo os infiéis. Grande abraço
03.09.2011
Erik
Sempre , sempre o eleitor sai perdendo. Precisamos moralizar a política brasileira. Depois de ser barrado o ficha limpa , o que mais podemos esperar?
03.09.2011
lucio mota
eu ja me conformaria com o voto opcional.
03.09.2011