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Tribunal rejeita um recurso de Abu Hamza contra extradição

Clérigo radical islâmico tentou evitar sua entrega aos EUA por motivos de saúde

Um tribunal britânico rejeitou nesta sexta-feira o recurso apresentado pelo clérigo radical islâmico Abu Hamza para bloquear sua extradição aos Estados Unidos por motivos de saúde. Os dois juízes do Tribunal Superior também rejeitaram recursos apresentados por outros quatro suspeitos procurados pelas autoridades americanas por crimes relacionados a atividades terroristas. “A extradição deve ocorrer imediatamente”, determinou o juiz John Thomas. Na semana passada, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos já havia decidido não reabrir o caso de Abu Hamza e dos outros acusados, rejeitando a apelação dos réus.

Entre os cinco acusados de terrorismo está também Babar Ahmad, que manteve um site na internet baseado em Londres com conteúdo de apoio a atos terroristas, e seu sócio no projeto, Syed Talha Ahsan, que também teve sua extradição aprovada. A lista de terroristas é completada por Adel Abdul Bary e Khaled al Fawwaz, acusados de serem auxiliares do antigo chefe da Al Qaeda, Osama bin Laden, e de se envolverem, junto com outras 20 pessoas, no ataque contra as embaixadas dos EUA em Nairóbi (Quênia) e Dar es Salam (Tanzânia) em 1998.

Histórico – De origem egípcia, Abu Hamza responde por 11 crimes nos EUA, entre eles conspirar para criar um campo de treinamento de jihadistas no estado de Oregon (EUA), entre junho de 2000 e dezembro de 2001. Ele deve ser julgado também por sua participação no sequestro de 16 turistas ocidentais no Iêmen em 1998, que acabou com a morte de quatro reféns, e por apoiar atentados violentos no Afeganistão em 2001.

A decisão do tribunal europeu põe fim a uma batalha judicial iniciada em 2004, quando Abu Hamza foi preso na Grã-Bretanha e teve sua extradição requisitada pela primeira vez pelas autoridades americanas. Nascido no Egito, mas residente em Londres, o clérigo – que perdeu uma mão e um olho lutando na década de 1980 contra tropas soviéticas no Afeganistão – também era réu na Justiça britânica por causa de sermões incitando o terrorismo, feitos por ele na mesquita de Finsbury Park, na capital inglesa.