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Tratador da falecida macaca Chita defende sua idade e identidade

Miami, 30 dez (EFE).- Uma tratador do refúgio para animais da Flórida que anunciou nesta quarta-feira a morte aos 80 anos da macaca Chita, a incansável companheira de Tarzan, defendeu nesta sexta-feira a idade da falecida e sua identidade, posta em dúvida por várias pessoas.

‘Vi a dentadura de Chita em um par de exames e, comparado com outros chimpanzés que supostamente têm entre 60 e 70 anos de idade, os dela correspondem a um símio mais velho’, disse à Agência Efe Ron Priest, quem foi tratador de Chita e trabalha há sete anos no Suncoast Primate Sanctuary.

O tratador, que tirou várias fotos do chimpanzé nos últimos três anos, explicou que, nas últimas imagens, feitas há duas semanas em sua jaula, é possível observar claramente a atrofia muscular e a perda de massa corporal do animal, algo que ocorre também com os humanos idosos.

Alguns especialistas e estudiosos consideram quase impossível que o chimpanzé morto tivesse sido uma das mascotes de Tarzan em seus filmes da década de 1930, uma vez que isto representaria uma longevidade extrema do animal.

Os chimpanzés, segundo vários primatólogos, pertencem a uma espécie que tem uma vida média de entre 40 e 50 anos.

Porém, o refúgio mantém sua versão sobre a morte de um dos supostos chimpanzés que acompanharam o ator Jonny Weissmuller em numerosas cenas de seus filmes.

Esta instituição nunca afirmou que este fosse o único chimpanzé que interpretou Chita nos filmes de Tarzan, já que vários símios se alternavam nas filmagens.

Debbie Cobb, diretora do Suncoast Primate Sanctuary, garante ter conhecido o chimpanzé em questão há 51 anos que, já nesta época, era um exemplar adulto.

‘Os avôs de Debbie criaram este lugar nos anos 1950 e eles reivindicavam que tinham recolhido Chita, como parte do legado de Weissmuller, no início dos anos 1960 na Flórida’, explicou Priest.

Quanto à extraordinária longevidade deste chimpanzé, que desafia o ceticismo dos especialistas, Debbie sustenta que a expectativa de vida destes símios em cativeiro pode ser maior nos refúgios graças à qualidade dos cuidados que recebem.

A suposta Chita que morreu na Flórida, sem descendência, era sem dúvida o mais famoso dos 15 chimpanzés em cativeiro neste refúgio para animais que recebeu centenas de mensagens de condolências de todas as partes do mundo e em diferentes idiomas. EFE