Rússia retoma ataques contra o Estado Islâmico pelo mar

Ministério da Defesa russo divulgou vídeo que mostra o disparo dos mísseis Kalibr e os alvos atingidos

Um navio e um submarino de guerra da Rússia dispararam quatro mísseis de cruzeiro do Mar Mediterrâneo contra alvos do Estado Islâmico (EI) perto da cidade histórica de Palmira, na Síria, informou o Ministério de Defesa russo nesta quarta-feira.

O ataque, que agências de notícia locais afirmam ser o primeiro do tipo desde novembro, foi conduzido pela fragata Almirante Essen e pelo submarino Krasnodar, e teve como alvo integrantes do grupo terrorista e locais de armazenamento de equipamentos pesados, em uma área a leste de Palmira.

“Todos os alvos foram atingidos”, disse o Ministério em comunicado em que afirma que as forças e os materiais destruídos foram utilizados anteriormente pelo Estado Islâmico em Raqqa. Os mísseis de cruzeiro Kalibr, utilizados no ataque, são uma espécie de equivalente russo ao míssil americano Tomahawk.

Ainda de acordo com a declaração do Ministério, a Rússia avisou os Estados Unidos, Turquia e Israel antes de lançar os mísseis.

O governo russo disponibilizou na internet o vídeo dos disparos e dos alvos destruídos. Não foram divulgadas informações sobre o número de pessoas atingidas.

Palmira

Patrimônio Mundial da UNESCO, Palmira foi tomada pelo Estado Islâmico em maio de 2015 e, desde então, violentas batalhas têm sido travadas pelo controle da cidade. Famosa por abrigar importantes ruínas arqueológicas, Palmira foi palco de execuções em massa pelo grupo terrorista, que também destruiu alguns dos templos mais significativos, que existiam há 2.000 anos.

Em março, o governo Sírio reconquistou o território pela segunda vez desde a ocupação do grupo terrorista. “O EI se retirou completamente de Palmira”, disse Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) na época. “Mas o exército sírio continua limpando a periferia da cidade e ainda não se instalou completamente”, completou.

(com Reuters)

Comentários

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  1. Os atos da Rússia sempre ganham um tom sóbrio (senão sombrio), talvez pelas décadas de ‘cortina de ferro’ entre ela e os países ocidentais (isolamento da Rússia) e também pela falta de liberdade por lá, onde imprensa e indivíduos são fantoches de uma ditadura (que de proletariado tem apenas na maquiagem).

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