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Ron Paul, o herói dos jovens, em New Hampshire

Tatiana chora de alegria. “Ron Paul, você é meu herói” grita ela para o candidato republicano que aceitou posar para uma foto.

No imenso salão de um hotel da pequena cidade de Meredith, a jovem, de 32 anos, não é a única a expor sua admiração pelo médico texano de 76 anos, que teve um encontro com os eleitores antes das primárias desta terça-feira.

Os aplausos enchem o salão.

“Revolução” gritam regularmente os participantes.

De pulôver azul-marinho e camisa com a gola aberta, o mais velho dos candidatos republicanos à eleição presidencial americana explica com elegância suas posições econômicas radicais, sua oposição ao Federal Reserve, ao ministério da Educação, à intervenção das tropas americanas no exterior. Fala em defesa da Constituição e das liberdades.

Os demais candidatos, disse ele, “são pelo status quo”, enquanto o país espera alguma coisa completamente diferente”.

Os eleitores de New Hampshire são famosos por esconderem ao máximo o voto.

Mas, face a Ron Paul, candidato “libertário” que concorre pela terceira vez à indicação a assistência não tropeça, aplaudindo as denúncias que faz do “complexo militar-industrial” e a ideia de querer parar com a ajuda a Israel, encorajando o país a se tornar “a Hong Kong do Oriente Médio”, .

Do lado de fora do hotel, perto do lago Winnipesaukee, uma jovem emocionada levanta um imenso cartaz “Ron Paul a gente te ama”.

Os jovens são seus maiores fãs.

“É o único que diz a verdade”, comenta Tatiana Moroz, com uma camisa com o nome de Ron Paul impresso, e que decidiu escrever uma canção para ele.

“É o primeiro candidato que me anima, ele atrai pessoas de diferentes horizontes políticos, é contra o ‘establishment’ e respeita nossas tropas”, acrescenta James Blalock, vindo de Chicago para ouvi-lo e que mostra orgulhosamnente um livro com uma dedicatória de Ron Paul.

Kyle Shattuck, técnico de 34 anos, está lá com sua mãe, a noiva e o irmão, todos admiradores de Ron Paul. À noite, ele ajuda na campanha, com telefonemas.

“Como se pode dizer que ele não é elegível”, se indigna. É elegível se as pessoas votarem nele”.

Um ponto de vista compartilhado por Dawn McGill, uma quarentona, mãe de três filhos. Ela afirma que alguns democratas mudaram de partido para poder votar nele nesta terça-feira, “por sua defesa das liberdades, e por sua oposição à guerra”. E “se não for ele o candidato republicano, pela primeira vez, não votaria em nenhum outro do partido”, afirma.

“Não sou a única”, acrescenta, mostrando uma lista de todos os que não querem votar no ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, favorito nas pesquisas.

Uma sondagem Suffolk University/7News publicada domingo dava a Ron Paul 20% das intenções de voto em New Hampshire, em segundo lugar, atrás de Mitt Romney.

E ele já se projeta para a Carolina do Sul, próximo Estado a organizar suas primárias no dia 21 de janeiro, que visitará provavelmente a partir desta quarta-feira.

“Será um teste interessante para nós”, disse ele “porque é um grande Estado”.

Ele possui, precisa, o financiamento necessário. E uma boa organização.

A uma pergunta sobre sua saúde, ele sorri e desafia os eleitores a participarem, juntos, de uma corrida de bicicleta.