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Israel: o deputado que só pensa na selfie

Parlamentar causou constrangimento ao pedir uma selfie para Trump, que Netanyahu tentou impedir

Desde que assumiu a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump coleciona quebras de protocolo. Sua chegada a Israel não poderia ser diferente, mas, desta vez, não foi ele quem causou o embaraço geral.

Ainda no aeroporto, logo após pousar em Tel Aviv, Trump foi interceptado pelo inconveniente deputado Oren Hazan, que aproveitou a oportunidade para fazer uma selfie com o republicano. Segundo a imprensa israelense, ele nem mesmo havia sido convidado para o evento, mas conseguiu acesso e garantiu lugar próximo ao presidente americano.

 

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que escoltava Trump no tapete vermelho preparado para recebê-lo,  tentou impedir a foto e segurou o braço de Hazan (que também é filiado ao Likud, a legenda de Netanyahu), mas era tarde demais. O deputado seguiu sorridente e, aparentemente, não se incomodou nem um pouco com desastroso momento.

Em seguida, Hazan postou a foto em sua página no Facebook com a mensagem: “Obrigado, Senhor Presidente. Foi um prazer”.

Se o primeiro-ministro israelense não pode fazer nada a respeito, a internet cuidou disso. Poucas horas depois, o post de Hazan já tinha mais de 4.700 comentários com duras críticas ao legislador e as redes sociais foram tomadas por memes ironizando a bizarra atitude do deputado.

O protagonista do constrangedor momento, Oren Hazan, é um deputado com histórico de comportamento inadequado e já esteve implicado em escândalos e acusações que vão desde envolvimento com de drogas e agressão a assédio sexual e incentivo à prostituição.

Acordo de Paz

A visita de Trump a Israel, que tem como objetivo impulsionar a ideia de um acordo de paz entre israelenses e palestinos, esteve envolta em polêmica muito antes do presidente americano deixar os Estados Unidos. Além das recentes acusações de que Trump teria divulgado informações secretas sobre Israel ao ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarações feitas por um funcionário americano responsável por organizar a viagem também estremeceram as relações entre as duas administrações. Na semana passada, o oficial disse que o Muro das Lamentações, local sagrado do judaísmo, não está localizado em Israel, e sim na Cisjordânia, território habitado majoritariamente por palestinos.