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Homens armados barram observadores internacionais na Crimeia

Grupo de 41 pessoas de nações integrantes da OSCE tentava avaliar situação da península

Homens armados impediram nesta quinta-feira que um grupo de 41 observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) entrasse por terra na península ucraniana da Crimeia, onde pretendiam avaliar a situação da região, que é ocupada por milícias pró-Rússia e milhares de soldados do país vizinho.

O grupo fez tentativas de entrar por dois postos na divisa da região com o resto da Ucrânia, afirmou a porta-voz da organização Tatyanna Baeva em Viena. “Eles deram meia volta e estão indo para Kherson, a noroeste da península da Crimeia”, apontou a porta-voz, acrescentando que o grupo está avaliando ainda o que fazer.

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O grupo é formado por membros de 21 nações integrantes da OSCE, uma organização intergovernamental formada por 57 países para promover direitos humanos e prevenção de conflitos. Na quarta-feira, uma situação similar ocorreu com um enviado especial das Nações Unidas para a Crimeia, que foi obrigado a encurtar a missão na península após ser ameaçado e retido por algumas horas por milicianos pró-Rússia.

Robert Serry chegou a Istambul com sua delegação ainda na quarta-feira, de acordo com o governo turco.

A região da Crimeia tornou-se o principal foco de tensões na Ucrânia depois da destituição do presidente Viktor Yanukovich, um aliado de Moscou, há pouco mais de uma semana. Um governo interino pró-Europa assumiu o país, algo que foi repudiado pelos representantes da população de língua russa que vive na Crimeia. Nesta quinta-feira, a crise se agrovou ainda mais quando o Parlamento da Crimeia aprovou uma proposta para incorporar a região à Rússia.

(Com agências Reuters e France-Presse)