Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Eleição para assembleia constituinte tem baixo comparecimento

País vive instabilidade política desde a queda do ditador Muamar Kadafi

Assolada pela instabilidade política e a ascensão de grupos extremistas que ocuparam o vácuo de segurança deixado pela queda do ditador Muamar Kadafi em 2011, a Líbia realizou eleições nesta quinta-feira para montar a assembleia constituinte que formulará a nova Carta Magna do país. O comparecimento às urnas, no entanto, foi baixo. Apenas 360 000 dos mais de 6 milhões de líbios votaram. Em 2012, três milhões de pessoas compareceram ao pleito que definiu os novos membros do Parlamento.

Leia também:

Relatório diz que ataque em Bengasi poderia ter sido evitado

A ameaça de atentados contribuiu para que os líbios se afastassem das urnas nesta quinta. Explosões na cidade de Derna, ao leste do país, destruíram cinco colégios eleitorais, mas ninguém ficou ferido. Outro local de votação em Derna foi obrigado a fechar as portas após homens armados abrirem fogo na região. Nenhum grupo terrorista assumiu a autoria dos ataques. Em Bengasi, jihadistas conseguiram atirar uma sacola cheia de explosivos dentro de um colégio eleitoral, mas os artefatos falharam. Na capital Trípoli, a segurança foi reforçada com helicópteros.

Os que forem eleitos para a assembleia terão de enfrentar muitos desafios. Um deles será será conseguir o apoio da classe política líbia. Uma tentativa do Congresso Nacional Geral (GNC) de formular uma Constituição fracassou após seguidos desentendimentos entre os políticos. O GNC, eleito em julho de 2012 para um mandato de dezoito meses, concordou somente nesta semana em organizar uma nova eleição para definir os seus substitutos. O Congresso havia estendido o seu mandato sob a alegação de que a falta de segurança impedia a realização de uma nova eleição direta.

(Com agência Reuters)