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Coreia do Norte condena Trump à morte

Declaração é resposta tardia de Pyongyang ao discurso do presidente americano em Seul na semana passada

A Coreia do Norte declarou nesta quarta-feira que o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, foi condenado à morte no país por insultar o presidente Kim Jong-un. “O pior crime pelo qual ele nunca pode ser perdoado foi ousar profanar a dignidade da suprema liderança”, afirmou o editorial do jornal estatal Rodong Sinmun.

“Ele deve saber que é apenas um criminoso hediondo condenado à morte pelo povo coreano”, apontou o jornal.

O texto, que classifica o presidente americano como “depravado” e “velho escravo do dinheiro”, assegura que este “foi ridículo ao manipular a realidade” e “soltar todo tipo de maldições contra nós”, durante seu discurso de 22 minutos na Assembleia Nacional de Seul no último dia 8.

Durante uma intervenção especialmente dura, o presidente americano denunciou as violações de direitos humanos na Coreia do Norte e se dirigiu a Kim Jong-un para dizer que se o seu avô Kim Il-sung buscava criar um paraíso, “o país acabou se transformando no inferno”.

As referências do político republicano à Coreia do Norte foram constantes –  Trump chegou até a chamar Kim de “gordo e baixinho” em um tuíte, sem que os meios de comunicação oficiais de Pyongyang tenham respondido até agora a essas declarações.

Apesar dos ataques diretos, a Coreia do Norte aguardou até um dia depois de Trump encerrar a extensa excursão pela Ásia, que o levou também a Japão, China, Vietnã e Filipinas. O artigo do Rodong assegura que Pyongyang “observou com paciência os ridículos atos de Trump até o final”.

Declaração de guerra

O governo norte-coreano também qualificou como uma “declaração de guerra” o duro discurso de Trump durante sua visita na semana passada a Seul, no qual criticou as condições de vida dos norte-coreanos. “Os imprudentes comentários soltos por Trump durante sua excursão não podem ser vistos de outra maneira que a confirmação da hostilidade da Casa Branca contra a RPDC (sigla da República Popular Democrática da Coreia, nome oficial do país), e como uma declaração de guerra”, apontou o editorial do Rodong Sinmun.

Não foi a primeira vez que Pyongyang comparou as ações do americano a ameaças bélicas. Em  julho e em setembro deste ano a Coreia do Norte fez declarações semelhantes.

A visita de Trump à Ásia esteve muito marcada pelas tensões com a Coreia do Norte e a chamada à comunidade internacional para que esteja unida na hora de condenar e pressionar o regime de Pyongyang a fim de que ponha termo a seu programa nuclear e de mísseis.

(com EFE)

Comentários

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  1. Joel Carvalho

    Lembrei-me do MOLUSCO 09 DEDOS, condenando raivosamente os agentes da PF e membros do MPF a uma rigorosa punição, caso ele volte ao poder em 2018, por terem OUSADO investigá-lo! Dois fanfarrões. A diferença é que o comunista dos olhos puxados tem armas nucleares, o daqui tem o MST.

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  2. A manchete é um desejo reprimido da imprensa global-esquerdista. Mas, examinando o contexto, é uma tremenda balela. Acho até divulgar uma bobagem dessa uma falta de profissionalismo extremo. Mas que falta de notícia, hein… Isso demonstra o estado de indigência moral e mental da Coreia do Norte e da VEJA em especial… Afff… tristeza !

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