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Caracas é a cidade mais violenta do mundo, diz estudo

Um estudo divulgado nesta terça-feira revelou que Caracas, na Venezuela, é a cidade mais violenta do mundo, com 119,87 homicídios dolosos para cada 100.000 habitantes em 2015. O levantamento foi feito pela organização não-governamental Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Jusiticia Penal, com sede no México, que avaliou cidades com 300.000 ou mais habitantes. Das 50 mais violentas do mundo, 41 ficam na América Latina.

A segunda colocada no ranking é San Pedro Sula, em Honduras, que ocupou o topo da lista nos últimos quatro anos. Com 111,03 homicídios por 100.000 habitantes no ano passado, San Pedro foi ultrapassada pela capital venezuelana. A capital salvadorenha San Salvador (108,54), a mexicana Acapulco (104,73) e a cidade de Maturín (86,45), também na Venezuela, aparecem na terceira, quarta e quinta posição na lista da ONG mexicana.

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Oito cidades deixaram de figurar entre as 50 mais violentas no ranking deste ano: as mexicanas Chihuahua, Cuernavaca, Juárez, Nuevo Laredo e Torreón, as colombianas Medellín e Cúcuta, e a capital mineira Belo Horizonte. A organização, que elabora o ranking desde 2008, destaca Juárez (a mais violenta do mundo de 2008 a 2010) e Medellín (um dos centros do narcotráfico na segunda metade do século passado, com taxas de homicídio que chegaram a 400 por 100.000 habitantes).

Brasil é o país com mais municípios no ranking – 21 cidades das 50 maios violentas do mundo são brasileiras. Em seguida, aparecem Venezuela (8), México (5), África do Sul (4), Estados Unidos (4), Colómbia (3), Honduras (2), El Salvador (1), Guatemala (1) e Jamaica (1). De acordo com a ONG, a taxa média de homicídios no Brasil é de 46,31 homicídios por 100.000 habitantes, contra uma média de 74,65 na Venezuela.

O ranking elaborado pelo Consejo Ciudadano para la Seguridad Pública y la Jusiticia Penal não inclui regiões em guerra, como Síria e Iraque, pois “a maioria das mortes violentas não correspondem à definição universal de assassinato, e sim a mortes causadas pelo conflito”, diz o estudo.

(Da redação)