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Assange teme ser assassinado se sair da embaixada do Equador

O fundador do portal Wikileaks, Julian Assange, teme ser assassinado se sair da embaixada do Equador em Londres, onde mora desde junho de 2012, quando buscou refúgio no local para evitar sua extradição para a Suécia, onde é acusado de delitos sexuais. Há três anos, Assange não sai sequer para tomar sol, segundo contou em entrevista ao jornal britânico The Times publicada neste sábado.

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“Ficar na sacada já cria problemas de segurança. Houve ameaças de bombas e de assassinato de várias pessoas”, disse Assange, que também corre risco de extradição se deixar a sede diplomática. O jornalista teme que, uma vez enviado à Suécia, seja em seguida entregue aos Estados Unidos por ter revelado milhares de telegramas diplomáticos no Wikileaks.

Apesar de tudo, o jornalista acredita que a sua situação será resolvida nos próximos dois anos. A procuradoria sueca arquivou uma parte das acusações que pesavam sobre Assange, como uma de abuso sexual e coerção ilegal. Mas há ainda uma acusação de estupro vigente até 17 de agosto de 2020. A Suécia não apresentou acusações formais contra Assange por esses crimes, pois está obrigada por lei a interrogar o suspeito antes — daí ele não querer ser extraditado.

Em junho, a polícia britânica divulgou que a vigilância da embaixada do Equador, desde a chegada de Assange, já custou 15,42 milhões de euros aos cofres públicos do Reino Unido. Em reais, pelo valor de hoje, isso seria algo como 62 milhões. Assange se refugiou na embaixada após um longo processo judicial nos tribunais britânicos, que autorizaram a entrega do jornalista à Suécia.

(Com agência EFE)