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Al Qaeda confirma morte do clérigo radical no Iêmen

Anwar al Awlaki foi morto pelos Estados Unidos no final de setembro

A rede terrorista Al Qaeda confirmou nesta segunda-feira em comunicado a morte do clérigo radical Anwar al Awlaki, ocorrida no dia 30 de setembro em um ataque aéreo das forças americanas no centro do Iêmen. Junto a Awlaki, de nacionalidade americana e origem iemenita, a Al Qaeda afirmou que também morreram os terroristas Abu Mohsen al Marabi, Salem al Marauani e Samir Jan, este cidadão americano de origem paquistanesa.

“O sangue do xeque e de seus irmãos não vai ser derramado em vão, já que conta com heróis que não aceitam a injustiça e que se vingarão em breve, se Alá quiser”, disse a organização Al Qaeda na Península Arábica (AQPA), da qual Awlaki era líder.

Para a Al Qaeda, após várias tentativas de capturá-lo, os Estados Unidos mataram al Awlaki “sem ter provas contra ele” em Marib, no centro do Iêmen, e não na província de Shabua, ao sudeste de Sana, como se pensou em início. “Cada vez que os Estados Unidos matam um herói se iludem e dizem que puseram fim ao islã, mas nós somos uma grande nação que continuará lutando”, diz a nota.

Além disso, a organização terrorista condenou a colaboração entre os EUA e o presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, a quem acusou de se aproveitar do apoio americano para continuar no poder.

Contexto – Em 30 de setembro, o clérigo radical al Awlaki, um dos terroristas mais procurados pelos Estados Unidos, morreu no ataque de um avião americano não-tripulado e armado com mísseis Hellfire.

Os governos do Iêmen e dos EUA confirmaram então a morte do clérigo, acusado de ter contatado o comandante americano Nidal Malik Hassan, que matou 13 pessoas em novembro de 2009 em uma base do Texas. Al Awlaki também doutrinou o nigeriano Farouk Abdulmutallab, que tentou explodir uma bomba durante um voo que ia aterrissar em Detroit em dezembro de 2009.

Durante meses, o influente dirigente da Al Qaeda tinha conseguido escapar da perseguição das autoridades americanas e iemenitas, que há anos mantêm uma estreita colaboração na luta contra o terrorismo no sul do país, onde acreditam que a rede terrorista tenha campos de treinamento.

(Com agência EFE)