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Revoltado com arbitragem, Fluminense tentará anular Fla-Flu

Clube tricolor garante que houve interferência externa na anulação do gol de Henrique e promete ir à Justiça contra o árbitro Sandro Meira Ricci

O gol duas vezes anulado do Fluminense – aparentemente por influência externa, ainda que corretamente – diante do Flamengo deixou a equipe tricolor revoltada com a arbitragem na noite desta quinta-feira. O técnico Levir Culpi e os jogadores foram orientados a não dar entrevistas após a derrota por 2 a 1, em Volta Redonda, mas dirigentes do Fluminense prometeram protestar contra o árbitro Sandro Meira Ricci e cogitaram até pedir a anulação da partida.

O presidente Peter Siemsen afirmou que recorrerá à Justiça desportiva para anular o duelo, pois, segundo ele, ficou claro que houve interferência externa na anulação do gol de Henrique, o que é proibido pelas regras da Fifa. “Sou o maior defensor do uso de vídeo, mas ele ainda é irregular e a regra tem de ser igual para todos. Esse jogo tem que ser anulado”, disse Siemsen à Rádio Tupi.

Jorge Macedo, diretor executivo de futebol , reclamou não apenas da interferência externa, mas de impedimento no primeiro gol do Flamengo, marcado por Réver. “Houve uma barbaridade na arbitragem brasileira. Prejudicou o Fluminense no primeiro gol do Flamengo. Goleiro é impedido de sair. A interferência externa é uma lambança que não tem tamanho, é ilegal. Treze minutos dentro do campo, permitindo a entrada de pessoas estranhas no gramado… Empurrou até que ficasse claro o lance com a ajuda externa. Deu pouco acréscimo também, destruiu o espetáculo. Não vamos ficar de braços cruzados”, prometeu.

Jorge Macedo explicou que decidiu preservar a comissão técnica e os jogadores, orientados a não dar entrevistas para evitar punições. Macedo garantiu que o trio de arbitragem estava inteiramente perdida. “O bandeira achava que o gol tinha sido do Cícero. Perguntou ao Sandro quem fez o gol. O Sandro diz que foi o Henrique. O gol foi validado. E depois veio toda a confusão, causada pelas imagens da TV”, afirmou.

O único jogador do Fluminense a falar na saída de campo foi o zagueiro Henrique, pivô da discussão. Ele ironizou o comportamento do adversário, que está a ponto do líder Palmeiras. “Se tem gente que está correndo atrás de título, nós também estamos correndo em busca de objetivos. Fomos prejudicados”, reclamou o atleta.

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, minimizou a reclamação do adversário e acredita que o Fluminense desistirá do pedido de anulação. “Eu até estou achando que os dirigentes do Fluminense vão pensar bem e não vão querer se beneficiar de um lance que foi claramente ilegal.”

Henrique estava, de fato, impedido no lance

Henrique estava, de fato, impedido no lance

O lance da discórdia – O gol de Henrique aconteceu aos 39 do segundo tempo, após cobrança de falta de Gustavo Scarpa. Imediatamente, o assistente Emerson Augusto de Carvalho assinalou impedimento. Henrique protestou, dizendo que ele havia marcado o gol e não estava impedido. O árbitro Sandro Meira Ricci, então, conversou com o auxiliar e validou o gol, o que provocou revolta dos rubro-negros.

A partida ficou paralisada por 13 minutos, com jogadores, comissão técnica e diretoria de ambas as equipes dentro do gramado, até que Sandro Meira Ricci decidisse, enfim, anular novamente o gol. De fato, Henrique estava adiantado no lance, mas o Fluminense reclama de interferência externa (uso de imagem de TV) para a anulação do gol.

Comentários

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  1. Paulo Cesar Martins

    Sinto muito, até o presidente estava em impedimento.

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  2. Paulo Cesar Martins

    Ao “receber” a confirmação do gol, o presidente queria ser beneficiado pelo mesmo juiz que ele afirma ter errado?

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  3. sebastiao ferreira cantarino

    Isto por aqui se chama BANHEIRA, e das grandes!!

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  4. FRANCKCINEY CANAVARROS MAGALHAES

    Esse presidente do Florminense é um brincante…kkkkk…Paguem o que devem e parem de choro!

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  5. Esse é o nível de arbitragem do futebol brasileiro, também mergulhado na corrupção po r uma entidade chamada CBF, que tem um presidente que não pode sair do país, senão vai em cana.
    Outra arbitragem lamentável foi a de Palmeiras e Cruzeiro, um negro baiano, arbitro de 3ª categoria que não tem nem condições de apitar jogo de várzea.

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