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Com elenco ‘triste’, Santos passa a pensar no Brasileiro

Por Sanches Filho

Santos – Em clima de tristeza, o Santos voltou a trabalhar nesta sexta, no CT Rei Pelé, dois dias depois de ser eliminado da Copa Libertadores pelo Corinthians, quarta-feira à noite, no Pacaembu. Até o sempre brincalhão e alegre Neymar estava de cabeça de baixa.

“É difícil falar. Estão todos (os jogadores) tristes, mas não abatidos. Saímos de cabeça erguida. No começo sempre se sofre um pouco. Já passei por isso e sei que no começo se sofre”, explicou Muricy Ramalho.

Contrário aos trabalhos motivacionais, Muricy acredita que até o jogo de domingo à noite contra o Coritiba, na Vila Belmiro, o clima entre os jogadores estará melhor. A partida, válida pela sexta rodada, será como se fosse a primeira para os santistas porque alguns dos titulares vão estrear na competição.

Até Alan Kardec vai jogar. Depois da dispensa de Rentería, na quinta-feira, a tendência era que o ex-vascaíno também fosse liberado para ter alguns dias de descanso antes de se reapresentar ao Benfica, de Portugal. O contrato de Kardec vai terminar no próximo sábado e os dirigentes santistas consideraram alto demais o pedido do Benfica, de seis milhões de euros (mais de R$ 15 milhões) pelos seus direitos econômicos. “Kardec tem contrato em vigência com o clube e vai jogar”, justificou Muricy.

Precisando conquistar o Brasileirão pela primeira vez em três anos para ir à Libertadores 2013, o Santos não quer saber de perder jogadores. Por isso, já ensaia o pedido de dispensa de Neymar, Ganso e Rafael da preparação da seleção olímpica no Brasil para poder contar com o trio nos jogos contra o Grêmio e Internacional. A apresentação está marcada para 8 de julho e a viagem para a Inglaterra será dia 17.

GANSO – Houve novo retrocesso nas negociações para Ganso passar a ganhar pelo menos um sexto do que Neymar recebe (R$ 3 milhões, entre salário e contratos de publicidade). Com a justificativa que com a desclassificação na Libertadores o clube terá que refazer o seu orçamento, a proposta, que estava em torno de R$ 500 mil até quarta-feira passada, caiu para R$ 350 mil por mês.