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Escolas ocupadas não terão prova do Enem

Ministro faz apelo pela desocupação e avisa que, se não acontecer, os candidatos terão que fazer o exame em outra data

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou nesta quarta-feira que o Enem será cancelado nas escolas ocupadas por alunos, caso eles não se retirem até o dia 31 de outubro. O cancelamento afetaria 95.083 mil candidatos, que teriam que prestar o exame em outra data. “Faço um apelo aos estudantes do Brasil. Deixem os jovens se submeterem ao Enem. O Estado brasileiro vai ter que arcar com os custos de uma nova prova”, disse o ministro em entrevista coletiva sobre o assunto.

Segundo Mendonça Filho, a aplicação de cada prova custa 90 reais e o custo da operação, se vier a ser confirmada, será de mais de 8 milhões de reais. O Inep, organizador do Enem, lista 181 locais de prova ocupados em todo o Brasil, sendo 145 no Paraná. “Temos monitorado dia a dia a situação de cada escola onde se prevê a realização do Enem (…). Todos podem protestar democraticamente, mas ao mesmo tempo entendemos que o direito de estudar, de acessar uma prova que é inclusiva, deve ser preservado a todos os brasileiros”, disse o ministro.

Uma série de protestos estudantis foram organizados nas últimas semanas contra a Medida Provisória 746, que prevê a reforma no ensino médio, e contra a PEC 241, que limita os gastos do governo federal. Além do Paraná, há colégios ocupados com provas do Enem marcadas em outros onze estados, sendo os maiores números no Rio Grande do Norte (doze), Minas Gerais (seis) e Rio Grande do Sul (cinco).