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Focus: previsão do mercado para o PIB volta a cair

Resultado foi divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central; Há um mês, perspectiva era de avanço de 0,50%

Após a divulgação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), na última sexta-feira, os economistas do mercado financeiro alteraram novamente, para pior, suas projeções para a atividade em 2017 e 2018. Pelo Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 19, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 0,41% para 0,40%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,50%.

Para 2018, o mercado também mudou a previsão de alta do PIB, de 2,30% para 2,20%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,50%.

Na última sexta-feira, o BC informou que o IBC-Br de abril subiu 0,28% em relação a março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril de 2016, no entanto, houve recuo de 1,75%, na série sem ajuste. No acumulado deste ano, a queda é de 0,44%.

Em seus comunicados mais recentes, o Banco Central tem defendido que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da economia no curto prazo. Porém, a instituição alerta que as incertezas com o andamento das reformas econômicas podem ter impacto negativo sobre a atividade. A crise política é o principal motivo para as reformas serem colocadas em dúvida.

No relatório Focus desta segunda, as projeções para a produção industrial para este ano também voltaram a piorar. O avanço projetado para 2017 foi de 0,94% para 0,60%. Há um mês, estava em 1,30%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

No início do mês, o IBGE informou que a produção industrial avançou 0,6% em abril ante março, mas despencou 4,5% ante abril do ano passado.

No Focus, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2017 permaneceu em 51,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2018, as expectativas no boletim Focus foram de 55,20% para 55,17%, ante 55,20% de um mês atrás.

(Com Estadão Conteúdo)