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Cientistas conseguem ler mente de terroristas

Ondas cerebrais podem revelar planos e intenções ocultas de terroristas

Caso o teste fosse empregado com terroristas reais, ele conseguiria detectar a maioria dos planos e detalhes relacionados ao ataque

Pesquisadores da Universidade de Northwestern, em Chicago, usaram a leitura de ondas cerebrais para identificar planos de ataque terroristas. O estudo, conduzido pelo professor J. Peter Rosenfeld, professor de psicologia da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Northwestern, relacionou um tipo de onda cerebral com o sentimento de culpa para descobrir os envolvidos e os detalhes de supostos planos terroristas. Segundo o pesquisador, é como entrar na mente de um terrorista e tirar dele todas as informações sobre um ataque iminente.

Divulgado nesta sexta-feira, o estudo foi realizado com 29 alunos da própria universidade. Os voluntários planejaram um falso ataque terrorista baseados em informações sobre bombas e armas de destruição em massa. Em seguida, escreveram uma carta explicando as razões do ataque, como forma de fixar as informações na memória.

No laboratório, os participantes do estudo tinham apenas cerca de 30 minutos para aprender sobre o ataque e sobre os detalhes dos planos. Por isso, o nível de conhecimento sobre o ataque, ao contrário do que acontece com as ações terroristas reais, que demandam meses e até anos de planejamento, era raso.

Então, com eletrodos presos à cabeça, eles olharam para nomes de cidades americanas em uma tela de computador. Os nomes foram embaralhados e apresentados de foram aleatória. Quando a cidade escolhida pelos estudantes/”terroristas” para o ataque era mostrada na tela, as ondas cerebrais que indicavam a culpa apareciam com mais intensidade.

Foi a primeira vez que a leitura de ondas cerebrais P300, que aparecem quando somos culpados por algum ato, foram usadas para identificar o planejamento de um crime, e não descobrir a culpa por um ato já cometido.

Os testes envolvendo as ondas P300 já existem desde a década de 80, e aos poucos substituíram os testes de detecção de mentira que usavam polígrafos. Segundo Rosenfeld, caso o teste fosse empregado com terroristas reais, ele conseguiria detectar a maioria dos planos e detalhes relacionados ao ataque.