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Ônibus é incendiado em SC e nº de ataques sobe para 83

Passageiros, cobrador e motorista foram rendidos em ataque ocorrido nesta tarde na cidade de Rio do Sul; onda de crimes já dura dez dias

Dois homens armados atearam fogo em um ônibus em Rio do Sul, em Santa Cataria, por volta das 13 horas desta sexta-feira. A nova onda de ataques já dura dez dias consecutivos no estado, com 83 ocorrências registradas pela PM até o fim desta tarde. Os criminosos, que tinham um revólver e uma espingarda, renderam os passageiros, um motorista e um cobrador. Ninguém saiu ferido e os suspeitos fugiram.

Outro incidente ocorreu em Tubarão, no sul do estado, por volta das 7h30 desta sexta-feira, quando um caminhão e um reboque foram parcialmente incendiados. A vítima disse que os veículos estavam em frente a sua residência. No local, foi encontra uma garrafa com material inflamável. Uma retroescavadeira também foi incendiada em Itajaí, nesta madrugada, mas a PM só registrou o caso no final da tarde.

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Essa é a segunda onda de ataques no estado em menos de três meses. Os atentados começaram no dia 30 por ordem de líderes de facções criminosas nos presídios catarinenses, segundo a polícia. Até agora, 22 pessoas foram presas e 33 ônibus queimados em 26 municípios catarinenses.

Segurança – O governo estadual recusou a ajuda da Força Nacional por considerar que os ataques estão distribuídos por diversas cidades. Para a secretaria de Segurança Pública, a cooperação com o governo federal nas investigações já é suficiente. O Ministério da Justiça anunciou que aceitaria a transferência de líderes de facções em Santa Catarina para isolamento em penitenciárias federais. O governo de Santa Catarina não deu detalhes sobre a lista de presos e nem quando a operação começa.

Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, César Grubba, os ataques devem diminuir. Ele afirmou também que o governo catarinense esperava uma nova onda de ataques em março, como ocorreu em novembro do ano passado. A data marca os dez anos de existência da facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC), a mesma ligada às escutas que confirmaram que as ordens de atentados saíram de dentro do presídio de São Pedro de Alcântara em 2012.

(Atualizado às 18h29)