História x estória, um conflito histórico

“Oi, Sérgio! Qual sua posição sobre o uso de história x estória? Sei que as duas palavras existem, o Volp aceita ambas igualmente, mas o Aurélio (de antes e depois da reforma) recomenda apenas o uso de ‘história’, tanto para ciência histórica quanto para ficção. Pesquisando na internet, nenhuma outra fonte faz essa recomendação. Trabalho como revisora e tive problemas com isso hoje.” (Licia Matos)

É muito interessante a questão trazida por Licia. Antes de mais nada, minha posição pessoal: nessa eu fico com o Aurélio e com os portugueses. Como quase todos os escritores de qualquer época que conheço, uso apenas história, acho mesmo que nunca escrevi a palavra estória até este exato momento – pelo menos não que me recorde. Por quê? Algo a ver com velhas recomendações de professores, provavelmente, mas nesse caso nunca vi motivos para me rebelar contra eles e abraçar esse brasileirismo de jeitão anglófilo. A verdade é que a fronteira entre história real (história) e história inventada (estória) me parece fluida demais para tornar funcional a adoção de dois vocábulos. Todo mundo sabe – ou deveria saber – que a história, bem espremida, é cheia de “estórias”. E vice-versa. Acho mais inteligente deixar a distinção a cargo do contexto.

Um dado curioso é que, contrariando o que muitos imaginam, estória não é exatamente um anglicismo recente (do século 20), mas uma palavra mais antiga em nosso idioma do que história – e, a princípio, com o mesmo significado. É o que informa o Houaiss: estória foi registrada em Portugal no século 13 e história, no 14. O melhor dicionário brasileiro acrescenta que, como sinônimo perfeito da segunda, a primeira caiu em desuso. Estória sobrevive hoje apenas como uma peculiaridade brasileira que significa “narrativa de cunho popular e tradicional”. O que me parece ao mesmo tempo vago e restritivo.

Na língua real, a acepção de “estória” acaba sendo mesmo a que aponta Licia: história fictícia, frequentemente mirabolante e inverossímil. Resta a questão de sua origem, que o Houaiss, embora situando o fato sete séculos antes do que acredita o senso comum, confirma ser o inglês story, também esta uma palavra do século 13. No entanto, acrescento eu, vale a pena considerar a hipótese de estória ter derivado – do mesmo modo que story, aliás – do francês arcaico storie, entre outras razões por sua razoável precedência: data de 1105.

Os adeptos do uso de “estória” me parecem francamente minoritários. De todo modo, depois que Guimarães Rosa usou a palavra no título de seu livro “Primeiras estórias”, de 1962 – cujo primeiro conto começa com a frase “Esta é a estória” – não se pode dizer que estejam desprovidos de credenciais literárias. No fim das contas, trata-se de mais um daqueles casos em que cada um deve decidir com a própria consciência e o próprio gosto seu caminho no mundo da língua.

*

Envie sua dúvida sobre palavra, expressão, dito popular, gramática etc. Toda quinta-feira o colunista responde ao leitor na seção Consultório. E-mail: sobrepalavras@todoprosa.com.br
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  1. Comentado por:

    Cibele

    Desde o ensino fundamental (meados de 90), conheço as duas palavras e seus respectivos significados, sempre os utilizei e acho de extrema importância, estou fazendo um trabalho sobre mitos, e me parece óbvio que não utilizarei a palavra história, para discursar sobre a fábula em questão, ela é uma estória e é essa a palavra que define sua não autenticidade e classificação como mito, não abro mão de nenhuma das duas, sabendo usar são úteis e esclarecedoras.

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  2. Comentado por:

    jose antonio vitorino

    Comentários muito bem colocados e embasados sem poder deixar de mencionar é claro a colocação democrática ao final. Parabéns!

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  3. Comentado por:

    Gerson

    Prefiro seguir os clássicos. Jamais vi a forma esdrúxula ‘estória’ ser empregada por Machado de Assis, por exemplo. Quase todas minhas professoras no antigo curso primário ensinavam o dogma das duas formas distintas e respectivos empregos. Atribuo isso à falta de preparo de alguns docentes do Ensino Fundamental, àqueles dias não tão crônica como hoje. A grafia ‘estória’ existiu por algum tempo nos primórdios da língua portuguesa, porém a forma vernácula acabou prevalecendo (como em tantos outros casos). Em pelo menos outras duas grandes línguas latinas da atualidade há apenas uma forma para ambos os sentidos. Em francês, por exemplo, se diz “L’histoire du Petit Chaperon Rouge” e “L’Histoire de la France”. Em italiano se diz “La storia di Cappuccetto Rosso” e “La Storia d’Italia”. Por que em português deveríamos dizer “A estória de Chapeuzinho Vermelho” e “História do Brasil”? O inglês diria “The story of Little Red Hood” e “History of Britain”, usando duas palavras que coexistem na língua, cada qual com sua semântica particular, há mais de setecentos anos. Por este motivo sou levado a acreditar que se trata realmente de um anglicismo e que este começou a vicejar na fecunda Terra Brasilis, onde em se plantando tudo dá, apenas no século passado, coincidentemente quando a língua inglesa se tornou mais influente que o francês. Mais ou menos como o espanholismo “seguir” (com o sentido de continuar), está se alastrando como praga por aqui, por influência da outra língua do Mercosul. Mas isso já é outra história…

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  4. Comentado por:

    Carlos Augusto Lamego

    Usa-se ainda a palavra Des’que ?

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  5. Comentado por:

    Carlos Augusto Lamego

    Considero a nossa lingua um dos idiomas mas mais difícil para se aprender a escrever e falar, principalmente por parte de nosso povo. Alterar sinais ortográficos, subtrair os tremas (embora poucos usassem). Quanto a estória ou história, são histórias de vêem desde os séculos l3 e 14.

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  6. Comentado por:

    Sabrina Schneider

    Estou lendo uma obra sobre teoria da narrativa em que o autor faz referência à história enquanto disciplina (history) e à história enquanto narrativa, seja real ou fictícia (story). O tradutor do texto para o português, por usar apenas a palavra história, foi obrigado a colocar o termo em inglês (story ou history) depois de cada uma das vezes em que usa a palavra história. Ou seja: a leitura ficou superpesada. Sem falar que ele se equivoca algumas vezes, pois percebemos que alguns trechos não fazem sentido. Faço doutorado em Letras/Teria da Literatura e acho que o banimento do termo “estória” (que aprendi no colégio!) traz, sim, uma série de dificuldades!

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  7. Comentado por:

    Renatão

    Nasci em 1963 e aprendi na escola a diferença entre estória, história e História (com H maiúsculo). Moro fora do Brasil desde 88, e hoje cheguei aqui pelo google depois de ver o título do filme “Histórias Cruzadas”. Me incomodou não ser “estória”. Procurei no meu aurélinho instalado no laptop e para meu total susto não tinha essa forma! Total absurdo, já que há o uso na literatura, além de ser muito útil ter palavras com significados específicos: demonstra conhecimento da língua. Quem não conhece tem que se utilizar de mais palavras. Aproveito para deixar meu protesto contra o corrente abuso do gerûndio – coisa de paulista americanizado!

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  8. Comentado por:

    Rômulo Falabelo Pereira

    Adorei essa explicação, sempre tive duvidas quanto a aplicação delas. E agora estou tendo que dar um titulo a um futuro livro e voltei a velha duvida, porém consegui soluciona-la.
    http://mrtyamiro.deviantart.com/ —- meu portfolio

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  9. Comentado por:

    silvane f.l.Medeiros

    Gostei muito dessa definição! pois estou lendo um livro para fazer um trabalho para faculdade:Literatura infantil; e tem as duas definições. Fiquei na duvida, e esta resposta, tirou minhas duvidas.

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  10. Comentado por:

    Jaime Nunes de Oliveira

    Gostei da forma do aprendizagem espero que os meus valores, de formação neste processo seja comparativo da minha análise.

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  11. Comentado por:

    Rosam

    PALAVRAS
    A história de tudo.
    A minha estória.
    Ou será a estória de tudo
    e a minha história?
    Pueril metafísica.
    Alimenta o ego, infla. Possui o poder de explicar tudo.
    A palavra é só um invólucro PET de letras.
    Descartável como nossas crenças.
    O invólucro tenta conter o conteúdo,
    para nossa segurança que precisa ver tudo no lugar,
    mas ao abrir-se o lacre dos lábios, movido pelas instâncias do coração,
    o conteúdo mostra-se muito mais vasto e inunda a imaginação.
    O que queremos?
    A secura da mente rígida
    ou a fluidez da vida que sempre passa?
    Quem está há mais tempo aqui?
    A palavra é uma referência apenas,
    não é a verdade.
    Quando falamos, não estamos sendo a verdade, mas dando uma referência cognitiva dela.
    Abstrações esculpidas por palavras.
    A brincadeira que podemos fazer com tudo isso é que é legal.
    Não querendo “ter” a verdade, mas criar “com” ela.
    O que vocês pensam?
    …Rosam…

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  12. Comentado por:

    Moema Barral Viana

    Nossa! Sempre tive essa dúvida quanto usar história ou estória! Mas eu tinha uma lembrança errada das aulas de Português. Eu achava que História era usada para fatos históricos e estória para nossas estória pessoais e não para estória iinventada ou iverróssíve! Adorei o esclarecimento agora não vou mais ficar em dúvida, vou usar sempre história sem medo de errar. Sempre fico horrorizada com erros grotescos com a nossa língua na Intrenet! Ainda bem que a minha dúvida não era tão banal! Fico mais traquila agora! Muito Obrigado

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  13. Comentado por:

    Sarah de Oliveira

    Ótimo texto! Realmente sua explicação é bem plausível, uma vez que, chega a ser irônico definir histórias com “reais” ou “irreais”, uma vez que, grande parte dos acontecimentos históricos mais importantes da humanidade não possuem registros e também porque, não há, suponho eu, como averiguar a veracidade dos mesmos.

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  14. Comentado por:

    SOCORROLOPES

    QRO SABER O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS ESTORIA X HISTORIA

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  15. Comentado por:

    LUIZ ANTONIO RIBAS

    Devia ser proibido eliminar palavras dos dicionários. É para economizar papel de dicionário? Em um mundo cada vez mais digitalizado? Quando só existia papel, acumulávamos palavras; hoje, onde tudo é guardado em gigabytes, por que não deixam a palavra lá guardadinha para futuras referências? Vai fazer mal? Não, pelo contrário, eliminar palavras do vernáculo é que faz mal para a sociedade. Quem quer usar a palavra que use, quem não sabe, que não se atreva, mas, tirar palavras do vernáculo, não. Economizar cultura devia ser crime. Amanhã, quem busca cultura não vai se interessar em ler nenhuma obra antiga, desde o quinhentismo, até o neo-realismo; porque, caso se depare com alguma palavra desconhecida, que certamente serão muitas, no pobre dicionário aniquilador de palavras é que não vai encontrar a definição. Perde-se o interesse e quem perde é a sociedade e o país. Eu uso história e estória como a minha antiga professora de português(Vera do Pentágono da Homem de Melo) me ensinou: história para fatos históricos de conhecimento público e didático, e, estória para os acontecimentos particulares, sejam eles contos, mentiras, lorotas ou não. É sutil, mas a beleza está justamente na sutileza.

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  16. Comentado por:

    Miriam

    Amei sua exposição .Clara e bem colocada.
    Miriam

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  17. Comentado por:

    Chalton

    A língua portuguesa nunca foi de meu amplo domínio, mas me recordo bem do que me foi ensinado em escola sobre esta diferença. E para mim fica claro, pois por mais que história (dos fatos reais) esteja recheada de contos, ainda assim é como podemos nos referencia ao contexto do tempo e dos fatos, do que se espera que tenha sido ‘real’, ao contrário de estória que claramente nos direciona a se tratar da imaginação. Portanto, acredito que a diferença se faz jus, e não devem ser misturadas.

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  18. Comentado por:

    Bruno

    Esse SOCORROLOPES ta de sacanagem, né? Nem ler o texto ele leu! Putz

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  19. Comentado por:

    Igor

    Simples história =passado ,matéria escolar
    estória =Conto fictício ou real

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  20. Comentado por:

    Elis

    Igor, se tudo fosse assim simplificado rsrsrs valeu!

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  21. Comentado por:

    Miguel

    Estória: Pronuncia (ES) e contexto(fabula, conto ou ficção) e História: Pronuncia(IS) e contexto(Fato acontecido, real). As palavras da língua portuguesa precisa de uma lógica de existência e não simples interpretação uma individualista.

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  22. Comentado por:

    sergiorodrigues

    Exatamente, Miguel! É por isso que escrevi esse artigo relativamente longo. Se dissesse simplesmente que “estória” me desagrada porque não tem lastro vernacular algum, que é uma invencionice besta, teria o respaldo de muitos sábios, mas não faria justiça à história da palavra.

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  23. Comentado por:

    Roberto Santos

    Não concordo com a posição do Sr. Sergio Rodrigues muito menos com a do Aurélio, pois o mesmo acha por colocar vícios de linguagem como sendo parte da língua portuguesa. Historia é a descrição de uma fato que pode ter sua veracidade atestada por testemunho de alguém ou prova documental, fotografada, digital, ou física. Estória descreve um conto ou um fato fictício sem provas materiais, que pode abranger uma cultura em âmbito folclórico ou popular urbano.

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  24. Comentado por:

    Rodrigo Bispo

    Estória não pode, mas estressado, inicializar, tuitar, zipar etc. Podem? E são muitas outras, mas essas são as que eu me lembro no momento, as que mais doem nos ouvidos. Não podemos nos esquecer que as línguas sejam elas quais forem estão vivas, elas mudam e evoluem sem parar no intuito de tornar a comunicação mais fácil! Na minha opinião é muito mais fácil saber do que se trata um livro ou mesmo um texto se ele estiver definido como “ESTÓRIA” ou “HISTÓRIA”, só é preciso uma “validação da diferença” para serem usadas por todos, principalmente porquê são palavras que já existem na nossa língua!

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  25. Comentado por:

    joaovitor

    mt massa

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  26. Comentado por:

    Geor gia

    Nossa tomei um susto enorme ao ler um livro onde tinha a palavr a estoria sem acento está correto

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  27. Comentado por:

    Heleno Nogueira

    Como conclui o fundamental antes de 1993, não sei como está o ensino hoje, mas o que aprendi foi o básico: História = Fato real /estória = conto – ficção. Mas como já encontrei professores do fundamental que não sabem isso, nada assusta-me. A lingua portuguesa está deixando de ser viva, para ser preguiçosa. E esse dicionário Aurélio é podre, deveria ser banido.

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  28. Comentado por:

    catharina Pedrosa

    Acredito que história deva ser usada somente com uma grafia. Os brasileiros não sabem mais escrever e cada vez mais modificam a gramática tornando-a mais difícil. Quando vamos nos acostumando, vem os “formadores” e pimba!!!!!!!! mudam tudo. Aliás, aproveito pra perguntar sob o prefixo “sub” e “sob”. Uma gramática vi sem hífen e outra com hífen. Como entender????????????? Fica meu comentário esperando uma resposta. Agradeço por este espaço.

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  29. Comentado por:

    jhonatan

    mas porque?

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  30. Comentado por:

    ELTON DA FONTOURA

    Gosto de diferenciar, ou tornar-me excêntrico. Os enredo do meu livro, conta a estória com pinceladas de história. Por isso, na sinopse, na quarta capa, uso “estória”. Não é história e nem ficção. É uma mescla, tornando-se portanto, estória, em minha humilde concepção.

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  31. Comentado por:

    Ana Carolina

    O artigo é bem “antigo”, mas merece ser discutido. Acho tão engraçado como as pessoas se recusam a evoluir, evoluir não significa esquecer o passado e a HISTÓRIA, e sim adaptar-se as transformações ao longo do tempo, claro que erros de grafia por preguiça de aprender não tem nada com isso. Imaginem se os japoneses tivessem o mesmo pensamento dos tupiniquins teimosos de plantão? Eles aliam tradição histórica à tecnologia, as salas de aula são equipadas com aparelhos e última geração e nem por isso deixam de aprender sua escrita, que é bem complicada, em comparação com a nossa, é praticamente um desenho artístico. Se escrevem demais no pc, é só compensar nas aulas de artes ou afins. Tá na hora dos brasileiros “cabeças quadradas” começare a evoluir e mudar sua HISTÓRIA. 🙂

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  32. Comentado por:

    Marcelo Montes Penha

    Gostei do seu ponto de vista. Uso constantemente a palavra “estória” e a vejo no meu pensamento quando a falo. Gosto da diferenciação e acho que as duas formas podem conviver mutuamente sem ferir ninguém. Já a possibilidade existe, cada um pode fazer a sua escolha pessoal.

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  33. Comentado por:

    Roberto

    PALAHAÇADA!!! História é uma coisa e estória é outra. SEMPRE FOI ASSIM. Ele não sabe nem o motivo em que escrevia somente com “h”. Na verdade nunca soube a diferença entre elas. Sou historiador e escritor, e nunca deixarei de usar ambas (mas coloco nota de rodapé para demonstrar o porquê.). É assim que o povo fica cada vez mais “burro”.
    A MAIORIA DESTES POSTS ESTÃO SEGUINDO A BOIADA. É ASSIM QUE SE FAZ UM PAÍS. Reforma ortográfica? Só se for assim: Batatínha Quândo násce sê êsparrama pêlo Chão. Só precisamos estar vivos e saber ler para poder ver a tamanha IMBECILIDADE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  34. Comentado por:

    Roberto

    Se a moderação não aprovar foi porque está defendendo a pessoa quem respondeu. Daí, mandem o meu recado. Vá pastar Sr. Sérgio.

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  35. Comentado por:

    sergiorodrigues

    Prezado Roberto, obrigado por enriquecer o debate com sua inteligência aguda e sua expressão elegante.

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  36. Comentado por:

    Gerson

    Caro colunista, até o Wikipédia informa melhor do que você. História deriva do grego Ἰστορἴαι, termo cunhado por Heródoto de Halicarnasso em, aproximadamente, 440 a.C. Sua “estória” passou longe. Bem longe…

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  37. Comentado por:

    sergiorodrigues

    Caro Gerson, que a palavra história veio (via latim) do grego ‘historía’ é banalidade de almanaque. A dúvida da leitora era outra, e a esta tratei de responder da melhor forma que pude. A Wikipedia tem seu lugar, mas vale pouco para quem não consegue ler o que está escrito.

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  38. Comentado por:

    Skeptikós

    Esta foi boa Sergio, O Gerso poderia ter saído sem tomar uma dessas se tivesse um pouco mais de atenção antes de opinar sobre o que não entendeu direito. hehe

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  39. Comentado por:

    nirta

    Será que GUIMARÃES ROSA,não sabia?…rsrsrs

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  40. Comentado por:

    Leonardo

    Olá Sergio
    Gostaria apenas de parabenizar pela publicação e agradecer por estar disseminando informação pela sociedade. É uma pena que existirem pessoas de alma pobre que não sabem discutir através de argumentos e referências, mas através de apelações. Não acrescentam, somente se importam em atrapalhar.

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  41. Comentado por:

    Danilo Freitas

    Sempre vou utilizar os dois: “estória” para ficção e “história” pra fatos reais. Foi assim que aprendi há mais de 40 anos atrás e não é que seja radical e fechado pra mudanças mas por ter sido este o modo que aprendi e realmente fazer mais sentido pra mim, ter as duas palavras enriquecendo assim nosso vocabulário luso-brasileiro.

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  42. Comentado por:

    Thomas Charles

    A primeira vez que li a palavra “estória” achei que a pessoa tivesse escrito errado. Mas a palavra existe e eu continuo usando “história”.
    Concordo com o autor do artigo, não faz sentido usar dois termos para determinar se a história é real ou se a história é um conto.

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  43. Comentado por:

    Fernanda

    Mas e se fizermos a comparação com as palavras em inglês history e story? Não poderíamos justificar o uso de estória por aqui também?

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  44. Comentado por:

    Nelson Teixeira

    Concordo com estória e história, pois apesar de ambas serem fascinantes, o que é ficção talvez um dia se torne história, talvez um dia quando a imaginação do ser humano nos construir os degraus que precisamos, que verdadeiros, um dia precisaram ser… fascinação?

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  45. Comentado por:

    Julio

    Eu acho que tudo se iniciou na língua inglesa, com story, depois foi adicionado o pronome his para esclarecer que se tratava de uma history (estória dele). Por ser uma estória dele, seria algo verídico, e não só uma estória qualquer ou um conto. Eu acho que foi assim.

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  46. Comentado por:

    Fábio

    Esta de parabéns, muito bem escrito/”falado”, já que em minha cabeça soou como a um professor em uma elucidante aula presencial. Sou adepto do uso de Estória com o significado de ficção, pois acredito que o uso dela enriquece nossa língua. Gosto, também, de especificar quando conto algo factual ou ficcional.

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  47. Comentado por:

    Raquel

    Não gosto da palavra “estória”…nunca a usei e a acho desnecessária.

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  48. Comentado por:

    Cecilia Bienes Chalom

    “Achei muito interessante, util e bem explicado seu texto sobre o significado das duas palavras. Obrigada. Sou professora de ingles na Florida e hoje ao ensinar a diferenca entre “history” e “story” para uma das minhas alunas brasileiras, percebi que fiquei confusa se no portugues tambem faziamos essa distincao ou nao. O curioso e que tambem percebi que pela primeira vez estava escrevendo estoria e nao me pareceu correto. No ingles a diferenca existe e e bem clara, no entanto fiquei curiosa quanto ao portugues e entao fiz a pesquisa.”

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